BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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terça-feira, 31 de maio de 2016

MENSAGEM DO DIA


Se tu podes ver o teu caminho
estendido à tua frente passo por passo,
saibas que este não é o teu caminho.
Teu próprio caminho é criado a cada passo dado.
Por isso é o teu caminho.

Joseph Campbell

sexta-feira, 27 de maio de 2016

EM BUSCA DA FELICIDADE



Passamos a vida em busca da felicidade. Procurando o tesouro escondido. Corremos de um lado para o outro esperando descobrir a chave da felicidade. Esperamos que tudo que nos preocupa se resolva em um passe de mágica. E achamos que a vida seria tão diferente, se pelo menos fôssemos felizes.

E, assim, uns fogem de casa para serem felizes e outros fogem para casa para serem felizes. Uns se casam para serem felizes e outros se divorciam para serem felizes. Uns fazem viagens caríssimas para serem felizes e outros trabalham além do normal para serem felizes.

Uma busca infinda. Anos desperdiçados.

Nunca a lua está ao alcance da mão, nunca o fruto está maduro, nunca o vinho está no ponto. Sombras, lágrimas. Nunca estamos satisfeitos. Mas há uma forma melhor de viver!

A partir do momento em que decidimos ser felizes, nossa busca da felicidade chegou ao fim. É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova, no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa. E jamais está à venda. Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós para termos alegria, estamos fadados à decepção.

A felicidade não tem nada a ver com conseguir. Consiste em nos satisfazer com o que temos e com o que não temos. Poucas coisas são necessárias para fazer feliz o homem sábio, ao mesmo tempo nenhuma fortuna satisfaria um inconformado.

As necessidades de cada um de nós são poucas. Enquanto nós tivermos alguma coisa a fazer, alguém a amar, alguma coisa a esperar, seremos felizes. Saiba: a única fonte de felicidade está dentro de você, e deve ser repartida. Repartir suas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre você mesmo. Desejo muitas Felicidades!

Amilton Gaspar

quarta-feira, 25 de maio de 2016

PENSAMENTO DE HOJE


Não se deixe afetar pelas aparências; elas são por si mesmas inofensivas.
Nós é que aceitamos ser feridos.

Gurdjieff

domingo, 22 de maio de 2016

A POSSIBILIDADE DE SER FELIZ


Temos a estranha mania de achar que a vida nos deve algo. A maioria das pessoas vive a reclamar e a se lamentar, achando-se vítima da vida.  Entretanto, nos esquecemos de que todo sofrimento é consequência da própria vida que levamos, daquilo que sentimos, da sintonia em que vibramos e das dívidas de vidas passadas.
Será que se nos preocupássemos mais com o bem do nosso próximo, nossas vidas não seriam mais plenas?
É bastante comum, também, a atitude de, sempre que fazemos algo por alguém, esperarmos que, de alguma forma, sejamos recompensados. A verdade é que o amor verdadeiro está em amar desprendidamente. Amar como um ato natural de nosso ser.
Assim, também, a verdadeira caridade: fazer o bem por amor, por necessidade interior, e não, esperando o que quer que seja.
Quando amamos com o amor universal, isto é, enlaçando num só abraço toda a humanidade e toda a natureza e quando fazemos de nossas vidas um doar constante, conseguimos ser felizes e alcançar uma paz tão grande, que todos se admiram e se perguntam qual o segredo de nossa felicidade.
Jesus deu o exemplo com sua própria vida. Ele sofreu, mas era uma criatura serena e feliz.
Vamos nos amar e respeitar sem nos centrarmos em nós mesmos. Vamos fazer de nossas vidas uma preocupação constante em socorrer os necessitados com o nosso amor, o nosso sorriso, a nossa alegria, o nosso conforto e, sempre que pudermos, com alguma coisa material e, mais do que isto, com uma ação e uma palavra que contribuam para estruturas sociais mais justas.
Então, de repente, vamos descobrir que a felicidade, que sempre buscamos, instalou-se em nós e fez de nossas vidas uma perene alegria, um perene louvor.
Nada é definitivo. Jó, em seu desespero, questionando a Deus, que tanto amava, sente a morte como algo sem solução. Entretanto, em sua sabedoria, as palavras que Jó profere sobre a morte não deixam de esconder um sentido verdadeiro.
Muitas vezes, o homem passa toda a sua vida imerso num sono espiritual. “E, deitado, não se levanta mais e nem os anjos conseguem desprendê-lo de seu sono”.
O homem busca uma falsa segurança, porque nem o dinheiro, nem o poder, nem os bens materiais podem livrá-lo de qualquer desgraça, que poderá atingi-lo a qualquer momento.
O sono da morte é bendito, porque ele nos desperta para a verdadeira vida. Porém, o sono espiritual é triste porque nos cega para tudo aquilo que realmente importa, que realmente tem valor, que nos faz crescer e nos coloca no Caminho.
Aquele que dorme está morto para a vida, quando pensa que está vivendo plenamente.
Mas quando Jó diz que o céu não o despertaria de seu sono, refere-se àquele que se fechou, de modo absoluto, para Deus. Porque mesmo na dor de seus lamentos, Jó sabia que Deus, em sua misericórdia, não para nunca de bater-nos à porta e manda sempre irmãos espirituais de luz tentar tocar em nossas pupilas a fim de que, finalmente, elas se abram para a vida verdadeira.
É preciso ter compaixão dos que dormem e estão mortos em vida. É necessário que os despertemos, antes que seja tarde, e possamos envolvê-los com a Luz e a Complacência.
Se tua alma está nostálgica, integra-te na harmonia do universo e a alegria povoará teu mundo interior. Ao teu lado a natureza canta incessantes hinos de louvor à criação! Aqui e ali, a vida é uma perene canção de amor. Tudo fala de renovação, evolução, alegria e paz.
A dor só será capaz de destruir-te se lhe deres guarida. Se estiveres protegido pela fé, pela esperança e pelo amor ela não será senão um pequeno espinho que incomoda, mas não chega a penetrar a carne...
Se tiveres olhos para contemplar a beleza poderás esquecer-te do que é feio.
Se teus ouvidos estiverem prontos a ouvir os hinos de amor que cantam teus irmãos, num testemunho veemente da misericórdia divina, decerto passarão despercebidas as palavras de rancor, ciúme, inveja ou ofensa...
Se puderes assistir, de coração aberto, à continuação do milagre da vida, às estações que vão e voltam, ao sol que se esconde e, depois, ainda brilha, à chuva que cai e fertiliza a terra, às plantas que secam e, amanhã, ainda dão frutos...
Se puderes observar a pureza da criança, a esperança do jovem, a sabedoria do velho, o casal enamorado...
Se puderes sentir o eterno fluxo e refluxo da vida, não voltarás a estar triste e verás que há motivos para crer e louvar o criador!
Maria Luiza Silveira Teles





MISSÕES

Aspiras à posição dos grandes administradores; entretanto, não sopesas as responsabilidades que lhes requeimam a fronte, quais invisíveis anéis de fogo.
Anelas o renome dos grandes juízes; mas não sabes em quantas ocasiões padecem, agoniados, para não caírem nos erros de consciência.
Desejas a fama dos grandes cientistas; contudo, não indagas quanto ao preço que pagam à disciplina, para manterem fidelidade às suas obrigações.
Queres as vantagens dos grandes industriais; no entanto, desconheces a imensa luta em que se desgastam.
Abraça a atividade singela que o mundo te reservou, respeitando a importância da vida.
Se a experiência de sacrifício te chama a decifrar-lhe os segredos; lembra-te do alicerce que se esconde no solo, preservando a segurança da construção.
Se o apostolado familiar é a renúncia que te compete; recorda que não existem personalidades notáveis, entre os homens, sem o devotamento silencioso de mães e pais, professores e companheiros que se apagam, pouco a pouco, a fim de que elas se levantem na evidência terrestre, à feição das obras-primas de estatuária, em pedestais obscuros.
O arado que semeia é irmão da pena que escreve.
A cozinha dedicada à química do alimento é outra face do laboratório consagrado à química das aplicações científicas.
Diante da Lei, todas as Tarefas do Bem são Missões de Caráter Divino.
Atende, pois, de coração alegre, ao dever que te cabe, e, se ninguém na Terra dá conta de teus passos, ignorando-te a presença, nem por isso abandones o trabalho humilde que a vida te confiou, na certeza de que Deus é também o Grande Anônimo, a ensinar-nos, na base de toda a sabedoria e de todo o amor, que o mais alto privilégio é servir e servir.

Emmanuel

sábado, 21 de maio de 2016

PRECE DA PAZ INTERIOR

Acalma a minha alma, Senhor,

Que se confrange em pesares,
Ante os problemas mal resolvidos ou sem solução.

Acalma minha alma, Senhor,
Quando a madrugada chega, e o sono não vem,
Para o reclamado repouso do corpo cansado da luta diária.

Acalma minha alma, Senhor,
E toma minha vida em Tuas mãos.
Conduza-me para que eu não me perca,
Nos caminhos tortuosos do desespero e da angústia,
Que, insistentes, batem à porta de meus pensamentos,
E de meu coração.

Acalma minha alma, Senhor,
Equilibra minhas energias, e fortalece meu espírito,
E assim, somente assim, com Teu amor alicerçando minha vida,
É que poderei vencer hoje e sempre.

Amém


Autor desconhecido.

MENSAGEM DO DIA

A forma mais elevada da inteligência humana é observar sem julgar.

J. Krishnamurti

quarta-feira, 18 de maio de 2016

PENSAMENTO DE HOJE

Liberto das paixões, do medo e da cólera, absorto em Mim, tomando refúgio em Mim, e purificado pelo fogo do conhecimento, muitos se tornaram unos com o Meu ser.

Sri Krishna no Bhagavad Gita

terça-feira, 17 de maio de 2016

SOMOS PURA ENERGIA


 
Nove sistemas compreendem o corpo humano, incluindo o circulatório, digestivo, endócrino, muscular, nervoso, reprodutivo, respiratório, esquelético e urinário.

Nosso corpo é composto por tecidos e ossos, organizados por células, que são criadas por moléculas de átomos. Sabemos que os átomos são partículas sub-atômicas, que são pura energia.

Se você pudesse se enxergar sob um poderoso microscópio eletrônico e realizar alguns experimentos em si mesmo, você poderia ver que é composto de um conjunto de energia em constante mudança na forma de elétrons, nêutrons, fótons e assim por diante.

Você e eu somos a luz pura da energia em sua configuração mais bonita e inteligente. A energia que está mudando constantemente sob a superfície e você controla tudo isso com sua poderosa mente.
Lupy Atisha

domingo, 15 de maio de 2016

OS PRINCÍPIOS DO REIKI



Os 5 princípios do Reiki 
(respire fundo, feche os olhos e repita): 

Hoje, amanha e depois, não se irrite. 
Hoje, amanha e depois não se preocupe. 
Hoje, amanha e depois , agradeça suas bênçãos 
e seja humilde. 
Hoje, amanha e depois , ganhe a vida honestamente. 
Hoje, amanha e depois , seja gentil e amável 
com todos os seres vivos. 

Apenas isso basta ! Hoje, amanha e depois...''

quinta-feira, 12 de maio de 2016

MENSAGEM DO DIA

Deus requer cuidadosa diligência no trabalho mais insignificante que devemos executar, ao invés da mais ardente aspiração de realizar coisas para as quais não fomos chamados.

São Francisco de Sales

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A SEPARAÇÃO DA ALMA DO CORPO


 
O desprendimento realiza-se gradualmente, com lentidão que varia conforme os indivíduos e as circunstâncias da morte. Os liames que prendem a alma ao corpo rompem-se pouco a pouco e tanto menos rapidamente quanto mais material e sensual foi a vida. (O Livro dos Espíritos, ns 155).

145. Qual a situação da alma, imediatamente após a morte do corpo? Tem, instantaneamente consciência de si mesma? Numa palavra: o que vê, o que experimenta?

No momento da morte, de pronto tudo é confusão. A alma precisa de algum tempo para se reconhecer. Está como que aturdida, no estado de um homem que acordasse de um profundo sono e se esforçasse por compreender a situação em que se encontra. A lucidez das idéias e a memória do passado retornam-lhe à medida que se apaga a influência da matéria de que acaba de desprender-se e que se dissipa o nevoeiro que lhe obscurece os pensamentos.

O tempo de perturbação que se segue à morte varia muito. Pode ser de algumas horas apenas ou de muitos anos. É menos longo nos que se identificaram, quando viviam, com seu estado futuro, pois compreendem imediatamente a situação. Ao contrário, é mais longo quanto mais material lhes transcorreu a existência.

A sensação que a alma experimenta naquele momento é, também, muito variável. A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem. É tranqüila e em tudo semelhante àquela que acompanha um lúcido despertar. Para aquele cuja consciência não é pura e que teve mais apego à vida material que à espiritual, a sensação é de desassossego, plena de angústias, que aumentam à medida que assenta as idéias, pois que então o assalta o medo, uma espécie de terror, em presença do que vê e sobretudo do que pressente.

Experimenta entretanto, um grande alívio e um imenso bem-estar, sensações que poderiam ser chamadas de físicas. Encontra como que o alívio de um peso, a felicidade por já não experimentar as dores corporais, que pouco antes da libertação ainda sofria, o desembaraço e a leveza, como alguém que se tivesse livrado de pesadas cadeias.

Em seu novo estado a alma vê e ouve o que via e ouvia antes da morte e outras coisas mais que escapavam à imperfeição dos órgãos físicos. Tem sensações e percepções que nos são desconhecidas. (Revue Spirite, 1859, pág. 244: Mort d'un Esprit. - Idem, 1860, pág. 332: Lê réveil de I'Esprit. - Idem. 1862, págs. 129 e 171: Obsè-ques de M. Sanson).

OBSERVAÇÃO - Estas respostas e todas as relativas à situação da alma depois da morte ou durante a vida, não resultam de uma teoria ou de um sistema, mas de estudos diretos feitos em milhares de seres observados em todas as fases e em todos os períodos de sua existência espiritual, desde o grau mais ínfimo ao mais elevado da escala, segundo seus costumes durante a vida terrena, gênero de morte, etc. Diz-se, muita vez, falando da vida futura, que não se sabe o que nela se passa, pois ninguém voltou para contar. É um erro. São precisamente os que nela se encontram que nos vêm dar suas instruções, e isso Deus permite hoje, mais que em outra época qualquer, como última advertência dada à incredulidade e ao materialismo.

146. A alma desprendida do corpo vê a Deus?

As faculdades perceptivas da alma são proporcionais à sua pureza. Só às almas elevadas é dado fruir da presença de Deus.

147. Se Deus está em toda parte, por que razão não é dado vê-lo a todos os Espíritos?

Deus está em toda parte, porque irradia para todas as partes. Pode-se dizer que o Universo está imerso na Divindade, como nós estamos na luz solar. Os Espíritos atrasados, entretanto, acham-se envoltos por uma espécie de treva que o oculta a seus olhos e que só se dissipa à medida que se purificam e se desmaterializam. Os Espíritos inferiores são, quanto à vista e com respeito a Deus, o que são os encarnados com respeito aos Espíritos: verdadeiros cegos.

148. Depois da morte, a alma tem consciência de sua individualidade? Como o constata, e como podemos nós constatá-la?

Se as almas não tivessem sua individualidade depois da morte, para elas e para nós seria assim como se não existissem. As conseqüências morais seriam exatamente as mesmas; não teriam quaisquer caracteres distintivos e a alma do criminoso estaria na mesma categoria que a do homem virtuoso do que resultaria não haver interesse algum em praticar-se o bem.

A individualidade da alma é posta em evidência de maneira quase material, nas manifestações espíritas, pela linguagem e pelas qualidades características de cada uma, pois que pensam e agem de diversas maneiras; são boas umas, outras más; umas instruídas,138 ALLAN KARDEC outras, ignorantes, desejando algumas o que outras desprezam. Esse fato prova, evidentemente, que não se acham confundidas num todo homogêneo, para não falar nas provas patentes, que nos oferecem, de terem animado tal ou qual indivíduo na Terra. Graças ao Espiritismo experimental, a individualidade da alma já não é uma coisa vaga e sim um resultado constatado pela observação.

Porque têm pensamento e vontade próprios, distintos dos das demais, a alma, por si mesma, prova sua individualidade. Prova-o também com seu envoltório fluídico, o perispírito, espécie de corpo limitado que a torna um ser distinto.

OBSERVAÇÃO - Crêem certas pessoas escapar à censura de materialistas, admitindo um princípio inteligente universal, do qual absorvemos uma parte, ao nascimento, parte essa que constitui a alma, e que devolvemos ao todo por ocasião da morte e no qual se confunde, como as gotas de chuvas no oceano.

Esse sistema nem ao menos se enquadra no espiritualismo, pois é tão desolador quanto o materialismo. O receptáculo comum do todo universal equivaleria ao nada, pois nele já não haveria individualidade.

149. O gênero de morte influi no estado da alma?

O estado da alma varia consideravelmente, conforme o gênero de morte, mas sobretudo conforme os costumes tidos durante a vida.

Na morte natural o despreendimento verifica-se gradualmente e sem abalos. Muita vez principia sem haver cessado a vida do corpo. Na morte violenta, por suplício, suicídio ou acidentes, os laços rompem-se bruscamente. O Espírito, tomado de surpresa, fica como que aturdido pela transformação que nele se verificou, sem poder explicar a situação em que se encontra. Um fenômeno quase habitual nesse caso é a persuasão em que fica de não haver morrido. E essa ilusão pode durar muitos meses e até muitos anos.

Nesse caso, anda daqui para ali e crê ocupar-se de seus negócios, como se ainda pertencesse à Terra, muito admirado porque não lhe respondem quando se dirige aos outros. Essa ilusão não é em absoluto, peculiar às mortes violentas, mas também a muitos indivíduos cuja vida foi absorvida pêlos prazeres e interesses materiais. (O Livro dos Espíritos, ne 165. - Revue Spirite, 1858, pág. 166: Lê suicide de Ia Samaritaine. - Idem. 1858, pág. 326: Un Esprit au convoi de son corps; idem, 1859, pág. 184: Lê Zouave de Magenta; idem, pág. 319:Um Sprit qui ne se croit pás mort. - Idem, 1863, pág. 87: François Simon Louvet).

150. Para onde vai a alma, depois de sua separação do corpo?

Não se perde na imensidão do infinito, como geralmente se acredita. Fica errante no espaço e, as mais das vezes, junto àqueles que conheceu e sobretudo que amou. Mas apesar disso não deixa de poder transportar-se, instantaneamente, a distâncias imensas.

151. A alma conserva, as afeições que tinha na Terra?

Conserva todos os afetos morais; só esquece as afeições de cunho material que já não condizem com sua essência. Por esta razão volta, com suma alegria, a visitar seus parentes e amigos, cuja recordação lhe proporciona felicidade, (Revue Spirite, 1860, pág. 202. Lês amis ne nous oublient pás dans Pautre monde. Idem, 1862, pág. 132).

152. A alma conserva a lembrança do que fez na Terra e se interessa pêlos trabalhos que deixou por concluir?

Depende da sua elevação e da natureza desses trabalhos. Os Espíritos desmaterializados pouco se preocupam com as coisas materiais, ao se livrarem das quais se felicitam. E quanto aos trabalhos que iniciaram, conforme a utilidade e a importância que tenham, muitas vezes inspiram a outras pessoas o pensamento de os terminar.

153. A alma encontra, no mundo dos Espíritos, os parentes e amigos que a precederam?

Não somente reencontra esses, mas outros muitos que conheceu em vidas passadas. Geralmente aqueles que mais a amam vêm ao seu encontro, recebendo-a quando chega ao mundo espiritual e auxiliando-a a se desprender dos laços terrenos. Mas a privação do encontro com as almas mais queridas é, às vezes, um castigo para as almas culpadas.

154. Qual é, na-outra vida, o estado intelectual^e moral da alma de um menino morto em tenra idade? Permanecem infantis as suas faculdades, como durante a vida?

O desenvolvimento incompleto dos órgãos da criança, não permitia ao Espírito manifestar-se perfeitamente. Desembaraçado desse envoltório, suas faculdades são as que tinha antes de sua encarnação. Não tendo passado na vida senão alguns instantes, suas faculdades não puderam se modificar.

OBSERVAÇÃO - Nas comunicações espíritas, o Espírito de uma criança pode falar como um adulto e pode mesmo ter um grande adiantamento. Se usa, algumas vezes, a linguagem infantil, é para não privar a mãe do encanto decorrente do afeto que inspira um ser frágil e delicado, dotado de todas as graças da inocência. A mesma pergunta poderia ser feita quanto ao estado dos cretinos, idiotas e loucos, depois da morte. A resposta está nas linhas acima.

155. Que diferença existe, depois da morte, entre a alma do sábio e a do ignorante, do selvagem e do homem civilizado?

A mesma, pouco mais ou menos, que entre elas existia durante a vida, pois o simples ingresso no mundo dos Espíritos não prodigaliza à alma todos os conhecimentos de que carecia na Terra.

156. Progridem as almas, intelectual e moralmente, depois da morte?

Progridem mais ou menos, conforme a vontade que tenham. Algumas fazem consideráveis progressos. É preciso, porém, pôr em prática, na vida corporal, o que adquiriram em cultura e moralidade. As que permaneceram estacionárias, voltam a empreender uma existência análoga à que deixaram. As que progrediram merecem, certamente, uma encarnação de ordem mais elevada.

Conforme o progresso feito consoante a vontade dos Espíritos, alguns conservam, durante muito tempo, os gostos e as inclinações que tinham durante a vida e persistem nas mesmas idéias. (Revue Spirite, 1858, pág. 82: La reine d'Oude. Idem, pág. 145. UEsprit et lês héritiers. Idem, pág. 186: Lê tambour de Ia Bérésina. Idem 1859, pág. 344: Un ancien charretier. Idem, 1860, pág. 325: Progrès d'un Esprit. Idem, 1861, pág. 126: Progrès d'un Esprit pervers).

157. Fica irrevogavelmente fixada, depois da morte, a sorte do homem na vida futura?

Não, pois isso seria a negação absoluta da justiça e da bondade de Deus, porque muitos existem que não puderam se instruir suficientemente; além desses, os idiotas, os cretinos e os selvagens, as inumeráveis crianças que morrem antes de ver a luz do dia. E mesmo entre as pessoas ilustradas, serão muitas as que podem acreditar-se suficientemente perfeitas, de modo a se isentarem de um maior adiantamento? E a permissão de Deus concede ao homem de prosseguir no dia seguinte o que não pode terminar na véspera, não é,por acaso, a prova mais manifesta da sua infinita bondade? Se a sorte está irrevogavelmente fixada, por que os homens morrem em tão diferentes idades e por que razão Deus, tão sumamente justo, não concede tempo a todos para praticarem o maior bem possível ou para repararem todo o mal feito? Quem sabe se o culpado que morre aos trinta anos não se teria arrependido e transformado num homem de bem, se vivesse até os sessenta? Por que Deus lhe arrebata o meio de o conseguir, quando o concede a outros?

Só o fato da diferença na duração da vida, e no estado moral da maioria dos homens, prova a impossibilidade, admitindo-se a justiça de Deus, de a sorte das almas estar irrevogavelmente fixada depois da morte.

158. Qual é, na vida futura, a sorte das crianças mortas em tenra idade?

Esta é uma das questões que melhor provam a justiça e a necessidade da pluralidade das existências. Uma alma que não tenha vivido mais que alguns instantes, não tendo praticado nem o bem e nem o mal, não merece prémio nem castigo, segundo a máxima de Cristo: Cada um será castigado ou recompensado segundo suas obras. Seria tão ilógico quanto contrário à justiça de Deus admitir-se que, sem nenhum trabalho, fosse ela chamada a fruir da perfeita ventura dos anjos ou que desta se visse usurpada. Não obstante, alguma sorte lhe caberá. Mas um estado de meio-termo eterno, seria também absolutamente injusto. Uma existência logo em começo interrompida não pode ter para a alma quaisquer conseqüências. A sorte atual da alma será, então, a que mereceu em sua precedente existência, assim como a futura será a que merecer por suas ulteriores existências.

159. As almas têm ocupações na outra vida? Preocupam-se com outras coisas, além de seus gozos e sofrimentos?

Se as almas não se ocupassem senão de si mesmas, por toda a eternidade, seriam egoístas. Deus, que condena o egoísmo, certamente não aprova, na vida espiritual, o que reprova na vida corporal. As almas ou Espíritos têm ocupações em proporção ao grau de adiantamento que alcançaram, ao mesmo tempo procuram instruir-se e melhorar-se. (O Livro dos Espíritos, ns 558: Ocupações e missões dos Espíritos).

160. Em que consistem os sofrimentos da alma depois da morte? As culpadas são torturadas nas chamas materiais?

A Igreja reconhece hoje, perfeitamente, que o fogo do inferno é um fogo moral e não material. Não define, porém, a natureza dos sofrimentos. As comunicações espíritas nos esclarecem isso: por meio delas observamos esses sofrimentos e nos convencemos de que, se bem não resultem de um fogo material - que com efeito não poderia queimar as almas, que são imateriais - por isso não deixam de ser, em certos casos, menos terríveis.

Essas penas não são uniformes. Variam ao infinito, segundo a natureza e o grau das faltas cometidas. Muito amiúde as próprias faltas é que lhes servem de castigo. Assim, certos assassinos são obrigados a permanecer no local do crime e têm incessantemente a visão de suas vítimas; o homem material e sensual conserva os mesmos apetites, mas a impossibilidade de os satisfazer materialmente torna-se-lhe um tormento; certos avaros crêem sofrer o frio e as privações que se impuseram por avareza. Outros encontram ouro e sofrem por não poder tocá-lo; e outros ainda permanecem junto aos tesouros que ocultaram, presa de perpétua angústia, no temor de que os roubem. Numa palavra, não há uma falta, uma imperfeição moral, uma ação má que não tenha, no mundo dos Espíritos, o seu reverso e suas naturais conseqüências; para isso, não é preciso um lugar determinado e circunscrito, pois onde quer que esteja, o Espírito perverso traz consigo o seu inferno.

Além das penas espirituais, existem penas e provas materiais, que o Espírito ainda não purificado sofre numa nova encarnação, cuja posição lhe facultará os meios de tolerar o que fez sofrer aos outros: o ser humilhado se foi orgulhoso, miserável se foi um mau rico, desgraçado por seus filhos se foi mau pai, infeliz por culpas dos pais se foi mau filho etc. Conforme dissemos, a Terra é, para os Espíritos desta natureza, um dos lugares de desterro e de expiação, um purgatório, do qual poderão escapar, pois que de si mesmos depende não voltar e procurar evoluir bastante, a fim de merecerem passar para um mundo melhor. (O Livro dos Espíritos, nº 237: Percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos. Idem, liv. 4º: Esperanças e consolações, penas e gozos terrenos; penas e gozos futuros - Revue Spirite, 1858, pág. 79: Lassassin Lemoire. Idem, pág. 166: Lê suicide de Ia Samaritaine. Idem, pág. 131: Sensations dês Esprits. Idem, 1859, pág. 275. Lê père Crèpin. Idem, 1860, pág. 61. Stella Regnier. Idem, pág. 247: Lê suicide de Ia rue Quincampoix. Idem, pág. 316: Lê châtiment. Idem, pág. 325: Entrée d'un coupable dans lê monde dês Esprits. Idem, pág. 384: Châtimentes de 1'egoiste. Idem, 1861, pág. 53: Suicide d'un athée. Idem, pág. 270: La peine de talion).

161. A prece é útil às almas que sofrem?

A oração é recomendada pêlos bons Espíritos e ainda solicitada pêlos que sofrem, como um meio de aliviar seus sofrimentos. A alma .pela qual se ora, experimenta alívio porque a prece é um testemunho de interesse que por ela se toma e porque o desgraçado sempre se alegra quando encontra carações caridosos que compartilham de suas dores.

Além disso, pela oração a incitamos ao arrependimento e ao desejo de fazer o que for preciso para ser feliz. Neste sentido é que podemos abreviar-lhe as penas, se ela nos ajudar com sua boa vontade. (O Livro dos Espíritos, ng 664. - Revue Spirite, 1859, pág. 315: Effets de Ia prière sur lês Esprits soufrants).

162. Em que consiste o prazer que fruem os Espíritos felizes? Passam a eternidade na contemplação?

A justiça requer que a recompensa seja proporcional ao mérito, assim como o castigo à gravidade da falta. Existe, pois, uma infinidade de graus na ventura da alma, desde o instante em que ingressa no caminho do bem, até que tenha alcançado a perfeição.

A felicidade dos bons Espíritos consiste em conhecer todas as coisas, em não sentir ódio, ciúme, inveja, ambição ou qualquer das paixões que são responsáveis peia infelicidade dos homens. Consideram o amor que os une a fonte suprema da felicidade. Não experimentam os sofrimentos, as necessidades e as angústias da vida terrena. Um estado de perpétua contemplação, seria uma felicidade estúpida e monótona, como a do egoísta, pois a existência se transformaria, então numa inutilidade sem termo. Muito pelo contrário, a vida espiritual é uma incessante atividade para os Espíritos, pelas missões que do ser supremo recebem, como agentes no governo do universo, missões essas que são proporcionais ao adiantamento que tenham alcançado, e pelo cumprimento das quais sentem-se felizes, pois que lhes oferecem ensejo de se tornarem úteis e praticarem o bem. (O Livro dos Espíritos, n9 158. Ocupações e Missões dos Espíritos. - Revue Spirite, 1860, págs. 321 e 322: Lês purs Esprits: Lê séjour dês bienheurex. Idem, 1861, pág. 170: Madame Gourdon).

Amilton Gaspar

terça-feira, 10 de maio de 2016

AS BONECAS TILDAS



Vocês conhecem as bonecas tildas? Elas não têm boca e têm asas. Sabem por quê? Porque elas falam com o coração e quem fala com o coração são os anjos. Bonita alegoria, não?!
Elas são perfeitas para um teste psicológico não apenas com crianças, mas também com adultos.
Nós somos tão barulhentos! Nosso mundo é cheio de ruídos. Tagarelamos demais. E, no entanto, o silêncio fala tudo. Fala através de um sorriso, de olhos brilhantes e amorosos, gestos de afago, mão estendida, abraços, generosidade, lágrimas sinceras.
Vivemos em uma sociedade em que os alaridos histéricos do mundo exterior, muitas vezes, abafam os espaços internos. Esses barulhos ensurdecedores costumam emudecer os silêncios da natureza, dos olhares, das estrelas, da respiração, dos gestos de ternura. E, o pior, nos ensurdecem às falas de nossa essência, levando-nos a perder o contato conosco, com a natureza.
Somente no silêncio vamos conseguir a relação com o nosso ser mais profundo; é este silêncio que abre as possibilidades da paz interior. É na calmaria e no remanso do silêncio que vamos encontrar aquela fonte inesgotável onde estão e se revelam as energias e potencialidades múltiplas.
É preciso que nos treinemos para ouvir os doces sopros do silêncio, para as escutas mais leves e sutis, pela abertura do coração e da mente em estados de calmaria e serenidade.
O silêncio nos remete ao vazio e este vazio é o objetivo de toda meditação. Quando tudo se cala dentro de nós, Deus se manifesta. Como diz um amigo, o Professor e Doutor Miguel Almir de Araújo, “com sua espessura macia, o silêncio nos mergulha nos oceanos de nossos desvãos mais enigmáticos e vastos”.
O silêncio vivifica e fertiliza. Somente no estado de intenso silêncio, somos capazes de ouvir os mistérios do sagrado e comunicarmo-nos com a beleza do cosmos. Tudo de mais profundo só se revela no silêncio. É no silêncio que se revelam os valores mais nobres da vida: a fraternidade, a solidariedade, a justiça, a humildade, a beleza, a alegria, o amor verdadeiro...
O nosso grande poeta, Tiago de Mello, proclama: ”a couraça das palavras protege nossos silêncios e esconde aquilo que somos”. A melhor maneira de compreender seja lá o que for não é falando e nem ouvindo as palavras, mas auscultando o silêncio.
Lembro aqui, mais uma vez, palavras de nosso amigo, Miguel Almir Araújo: “as janelas do silêncio abrem as portas da escuta, levam à casa da sabedoria. Os silvos do silêncio sibilam canções sagradas nos ermos de meu templo”. Existe uma profunda sabedoria no silêncio.
Arturo Paoli, escritor italiano, escreveu um livro extraordinário sobre a importância do silêncio: “O SILÊNCIO – plenitude da palavra”. O título já diz tudo e remete-nos à sua riqueza.
Vejamos alguns de seus pensamentos preciosos.
Logo no início, ele diz: “O mundo em que vivemos é um mundo contaminado pelos ruídos; se o silêncio é um elemento necessário à espiritualidade, devemos concluir que esta humanidade não é feita para viver espiritualmente”.
 É verdade que todo o nosso dia-a-dia é invadido pelos ruídos da televisão, dos carros, das palavras desnecessárias, das pretensas músicas dos rádios e assim por diante.
Entretanto, podemos criar o nosso espaço de silêncio. Se não podemos ter um lugar especial, junto à natureza, acordemos cedo e aquietemos a nossa mente por alguns minutos, esperando que o nosso eu interior nos sussurre o nosso avesso e Deus se comunique, iluminando o nosso dia e a nossa vida. Este é um hábito bastante saudável.
Paoli continua: “A pessoa se constrói no silêncio. (...) Ele é uma disposição interior para ouvir a palavra de Deus: é o símbolo da disponibilidade total. (...) A relação que desfaz todos os nós, que cria uma lembrança gratificante, é silenciosa. (...) O silêncio é ar fresco depois da caminhada no deserto árido, é a harmonia reencontrada, na qual a pessoa se livra daquele mercado ruidoso no qual estamos mergulhados durante o dia”.
O livro é tão lindo, recheado de verdades tão profundas que, se nos deixarmos levar por isto, acabaremos por reescrevê-lo aqui.
Outro livro que nos fala do silêncio, como dos questionamentos da vida moderna, ajudando-nos bastante em nosso processo de crescimento é “Cartas entre amigos”, do Padre Fábio de Melo e o Professor Miguel Challita.
O nosso amado e santo João Paulo II dizia: “Só no silêncio o ser humano consegue escutar no íntimo da consciência a voz de Deus, que verdadeiramente lhe faz livre”.
Pois é, esta a sabedoria a que as bonecas tildas nos remetem. Falar com o coração. Ah, que mundo melhor teríamos se todos falassem com o coração! Se não escondessem através da palavra os seus verdadeiros sentimentos, emoções, pensamentos e intenções...


Maria Luiza Silveira Teles (presidente da Academia Montes-clarense de Letras)

PENSAMENTO DE HOJE

Eu sempre acredito que é muito melhor ter uma variedade de religiões, uma variedade de filosofias, mais do que uma religião ou filosofia única. Isto é necessário por causa das diferentes disposições mentais de cada ser humano. Cada religião tem certas ideias ou técnicas originais e aprender sobre elas só pode enriquecer a sua própria fé.

Dalai Lama

terça-feira, 3 de maio de 2016

A VIDA É COMO AS CEREJEIRAS



Quando estamos lendo um bom livro, com uma história envolvente e que nos provoca emoções indescritíveis, não queremos que ele chegue ao fim. Quando vemos um belo filme, também sentimos o mesmo. Uma linda noite de amor, daquela que sentimos que somos apenas os dois no mundo e que o mundo lá de fora nem existe... Ah, como gostaríamos que o tempo parasse e que ela jamais terminasse! Não é verdade?
No meu tempo de jovem, lembro-me bem de uma música linda que dançávamos juntinhos, de rosto colado! Sua letra dizia assim: “relógio não marque as horas, porque vou enlouquecer, ela se vai para sempre quando amanhecer outra vez. Relógio detém teu caminho porque a minha vida se extingue. Segura o tempo em tuas mãos, faça desta noite perpétua para que nunca amanheça”. Como gostaríamos de deter o tempo! Mas, isto é algo impossível!
Os japoneses apreciam tanto as flores das cerejeiras não apenas porque elas são belíssimas, mas porque são efêmeras como a própria vida e sempre voltam na outra primavera. Isto é o melhor: apreciar a vida enquanto ela existe e saber que ela só termina aqui, mas que muitas e muitas primaveras haverão de fazê-la florescer em outras paragens.
As crianças e os jovens vivem como se cada momento fosse eterno. Porém, quando chegamos a certa altura da vida, a consciência de que o fim se aproxima torna-se aguda em nós. Por isso, vivemos a buscar o passado como se apenas ele fosse belo e gostoso. Mas, não. A vida, em qualquer tempo, é sempre bela! Todo ciclo termina e novo ciclo se inicia. Aí está sua maior beleza.
O bom, o bom mesmo seria que, em qualquer ocasião, nos lembrássemos de que esta é a oportunidade que temos de conviver com os que amamos, de realizar nossos sonhos, de fazer o Bem, de construir algo, de adquirir conhecimento, de aprender a amar, de deixar nossos rastros no Caminho.
Tão efêmera é a vida e tantas vezes a desperdiçamos com lamúrias, com atos impensados de consequências tristes, com mergulhos em prazeres que nos deixam vazios.
Seria bom que não nos esquecêssemos de que todas as nossas dores e alegrias e toda a beleza e iniquidade da vida e do ser humano têm como palco um ponto infinitesimal de poeira cósmica no Universo. E, ainda, que um universo tão vasto e belo é o da nossa interioridade que temos por obrigação desenvolver e expandir, pois os talentos e dons foi a Vida que nos deu de presente. Devemos ter abertura para a poesia do existir para que, com a morte, possamos repetir as palavras do poeta Tagore: “Terra minha, cheguei à tua praia como estranho; vivi em tua casa como hóspede e agora me despeço como amigo”. Limpos e puros para entrarmos na casa do Pai e sermos recebidos pelos anjos.

Maria Luiza Silveira Teles (presidente da Academia Montes-clarense de Letras)



segunda-feira, 2 de maio de 2016

A ALEGRIA


A alegria é um raio de luz que deve permanecer sempre aceso, iluminando todos os vossos atos e servindo de guia a todos que chegam até você. Se em teu interior há luz e deixas abertas as janelas de tua alma, por meio da alegria, todos que passam pela rua das trevas serão iluminados. Pois tua luz por menor que você ache, conseguirá iluminar muitos outros caminhos escuros que o teu já percorreu.
Segue sempre com alegria e entusiasmo que tudo de bom te seguirá.
Sua alegria contagiará a todos que estão próximos de ti.
Desta forma afastará de ti a tristeza e a angústia.

A Alegria reinará em seu coração junto com o Amor. Assim sendo você se tornará uma gama de feixes de luzes nas seguintes matizes: Amor, Felicidade, Altruísmo, Paciência, Benevolência, Humanidade, Caridade, Justiça, Atenção, e principalmente tornar-se-á um Cristão.

do site Gotas de Paz

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