BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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terça-feira, 19 de julho de 2016

A GRANDE PERGUNTA





E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? 
- Jesus. (LUCAS, 6:46) 

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo. 
Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz. 
É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros. 
Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anelando-lhes as forças. 
Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam. 
Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus. 
É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime. 

Emannuel

domingo, 17 de julho de 2016

PERDOE E VIVA


Se você não perdoar hoje...
Amanhã, por certo,
O seu dia será mais escuro,
Seus passos estarão menos firmes,
Seus problemas surgirão mais complexos,
Sua mágoa doerá muito mais.
Se você não perdoar agora...
Que será do seu caminho, depois?
Desculpe enquanto é tempo, para que, de futuro, não recaiam sobre sua cabeça os padecimentos e as queixas de muitos.
Esqueçamos o mal para que o mal não se lembre de nós...
O incêndio da aflição devasta a consciência que não conseguiu bastante força para lavar-se nas águas vivas da grande compaixão.
Quem não perdoa os erros dos semelhantes, condena a si mesmo...
Quem não olvida as ofensas, transforma-se num fardo de crueldade...
Descerremos a janela de nossa compreensão cristã para o ar livre do bem que tudo renova, tudo aproveita e tudo santifica e, auxiliando ao nosso irmão do caminho, quantas vezes se fizerem necessárias, nossa romagem para Jesus não sofrerá tropeços e crises, porque, usando o amor para com os outros, seremos, gradativamente, convertidos em Felizes Instrumentos do Amor de Nosso Pai Celestial.

Emmanuel

PENSAMENTO DE HOJE


Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.

Santo Agostinho

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A SAUDADE- CHICO XAVIER



A saudade hoje tomou conta do meu coração...
Perder um ente querido inesperadamente é algo difícil de digerir...
Parece que a ficha não quer cair...
Os meses passam e parece que foi ontem...
A nossa mente faz de conta que a pessoa vai voltar logo...
E quando a tristeza invade as nossas emoções é a hora das lagrimas lavarem a alma...
E por ser um mês de festas marcantes a lembrança da pessoa amada ao nosso lado nos faz sentir um aperto no peito...
Mas o merecedor da minha saudade foi uma pessoa que distribuiu sorrisos por onde passou....
E onde ele estiver ficará triste sentindo o nosso sofrimento...
Sei que a sua partida tem um motivo que a nossa razão desconhece...
E um dia ao nos reencontrarmos no plano espiritual vamos saber do verdadeiro sentindo para a fatalidade de sua tão prematura partida...
E nestas datas que se aproximam sentiremos a presença dele ao nosso lado...
E vou lembrar da alegria de ter desfrutado de momentos ao lado dele e sei que ele estará feliz em ter a família toda reunida...
Vamos celebrar o ano que passou, que foi um ano de muitas turbulências, agradecendo ao Nosso Pai Maior por nos ajudar a superar esse momento de nossas vidas...
E a lição maior do texto do Tio Chico é PERDOAR sempre tudo o que não seja nossa vontade pessoal...
Ao inspirador desta mensagem eu digo que todo o meu amor, carinho e admiração continuam a existir e que no dia do nosso reencontro eu poderei dar um abraço apertado para matar toda a saudade...

quinta-feira, 14 de julho de 2016

AS TRÊS INSTITUIÇÕES DIVINAS


Segundo a Bíblia, a Palavra de Deus, existem três instituições que o próprio Deus instituiu para o bem-estar da sociedade, que são: a família, a Igreja, e o Estado. Neste texto, pretendo contar o dever e as qualidades de cada uma dessas instituições, que foram instituídas por Deus. 

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7) 

O apóstolo Paulo reconheceu que o Estado é necessário para se manter a paz na Terra. Para Paulo, é necessário que haja um governo para se manter a lei e a ordem no mundo. Segundo o apóstolo, os agentes do Estado (militares, policiais, e magistrados) têm a autorização de Deus para usarem a força e até mesmo armas letais para poderem fazer justiça (dentro da lei, claro). Deus estabeleceu o governo sobre a Terra, para que os governantes e seus agentes (autorizados por Deus para usarem a violência se for necessário) combatam o crime, punindo os maus e louvando os bons. Todos, nós, cristãos, temos o dever cívico de nos sujeitarmos às autoridades governamentais, e de interceder em favor dos governantes, e de todos os homens investidos de autoridade (1 Timóteo 2:1-4). 

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17) 

Segundo o apóstolo Pedro, o governo também é necessário na ordem estabelecida por Deus, para refrear o mal, castigando os malfeitores e enaltecendo os cidadãos de bem. Para Pedro, os cristãos devem ser cidadãos exemplares e também devem se submeter às autoridades constituídas, porque essa é a vontade de Deus. 

A Igreja de Cristo tem o dever de acolher os órfãos e as viúvas, de interceder em favor das autoridades governamentais, de se engajar em causas sociais, e de pregar o Evangelho a todas as pessoas. A Igreja não tem cumprido com o seu papel nos últimos tempos, e Deus cobrará isso dela. Infelizmente, quando há liberdade demais, a Igreja se acomoda no pecado e fica apática, mas quando há perseguição, aí a Igreja volta a cumprir o seu papel, que é mostrar a Salvação de Jesus Cristo para o mundo. A Igreja Cristã tem que amar os seres humanos, porque os homens são alvos do amor de Deus. O Altíssimo ama tanto o ser humano, que Ele enviou o seu Único Filho para sofrer e morrer no lugar das pessoas, para que elas sejam salvas do poder do pecado, que as sentencia a morte eterna. Jesus sofreu e morreu numa cruz, para que eu e você fôssemos salvos. Quem aceitar Jesus Cristo como seu Único Salvador, ganhará a vida eterna, e escapará das chamas do Inferno, que é o lugar reservado para todas as pessoas que rejeitam o Espírito Santo e o sacrifício de Jesus. A Igreja precisa mostrar isso para os homens. 

A instituição mais importante criada por Deus é a família, ao contrário, do que os ateus marxistas pregam. A família não é um conceito burguês, mas é um sonho de Deus. A família é o principal alicerce de todas as sociedades civilizadas (até das tribos). Nenhuma sociedade sobrevive sem a família. Todos precisam de uma família, e do amor e do apoio dos familiares para que cresçam e progridam na vida. A família é a principal instituição divina. 

Postado por Filipe Levi

terça-feira, 12 de julho de 2016

PARA ONDE VOU APÓS A MORTE?




Logo depois da morte do corpo físico, ocorre um fenômeno ainda desconhecido do homem comum, denominado histólise corporal, que é a putrefação e a decomposição dos restos mortais do desencarnado, assunto que precisa ser estudado com carinho, principalmente por aqueles que sabem que a morte virá de surpresa, numa ação devastadora de transformar os seres, porque esse é o seu papel diante da vida plena e estuante, devolvendo à natureza os recursos físicos que foram apanhados por empréstimo, para formar a nossa massa corporal.
Essa histólise corporal conta com a ajuda de bilhões e bilhões de vermes que se encontram no corpo físico em estado de letargia e que afloram tão logo ocorra o fenômeno morte, extinguindo a energia vital que mantinha o agrupamento celular e as prerrogativas de vida, numa ação fermentada nos músculos e no estômago, e uma ação reduzida no sistema nervo e circulatório.
O estudo sobre a histólise corporal é importante porque existem casos em que desencarnados presenciam a decomposição do próprio corpo físico, padecendo de sofrimentos horríveis em alguns tipos de morte, como por exemplo, os suicidas, criminosos de alta periculosidade, espíritos sensuais e perversos, vivendo momentos dolorosos depois da morte; ao contrário daqueles que pautam suas vidas na transparência e na bondade, ganhando com isso a libertação imediata do corpo somático.
Muitos desencarnados acompanham seus restos mortais até a sepultura, mas estão isentos de presenciar o que ocorre com o corpo físico como uma espécie de prêmio pelo cumprimento dos deveres e pelo relacionamento amistoso junto aos semelhantes. Nenhum espírito, por mais iluminado que seja, desaparece depois da morte como por encanto, mas permanece algum tempo junto aos membros da parentela familiar e amigos, numa espécie de gratidão e respeito pelo tempo em que conviveram juntos, plasmando as excelentes lembranças da vida diária.
O trauma provocado pela morte atinge a todos, mas a assimilação desse impacto dependerá sempre do grau evolutivo de cada um, e os espíritos imperfeitos, comprometidos e desinformados, sofrem mais do que aqueles que, de algum modo, conseguiram valores no campo da intelectualidade e da moralidade.
O segundo fenômeno que ocorre depois da morte é a histogênese espiritual, ou seja, a formação do corpo fluídico que será o novo instrumento de apresentação do espírito imortal, que o apóstolo Paulo tão bem caracterizou como sendo o corpo espiritual, que nada mais é do que perispírito desprendido dos restos mortais e que apresenta a forma humana.

O apóstolo Paulo afirma, em uma de suas cartas aos gentios, o seguinte: “Semeia-se corpo material e colhe-se corpo espiritual”. Mais a frente em seus escritos diz: “O corpo espiritual é o corpo da ressurreição”, deixando claro que toda vez que um corpo material desce à sepultura, surge outro, formado de fótons, mais sutil, mais etéreo, que é o perispírito ostentando a forma humana, com muito mais poder de atuação tanto no mundo espiritual como no mundo físico, desde que possa contar com o concurso de um sensitivo intermediário que chamamos de médium.

A formação do corpo espiritual depois da morte não é uma coisa fácil, e a maioria dos desencarnados ganha esse novo corpo por automatismo e não pela própria vontade mental ou mérito, o que certamente ocasiona dor, sofrimento, tristeza e mal-estar na nova moradia, e faz também com que muitos espíritos depois de mortos permaneçam nas redondezas da Terra, julgando-se vivos, com as mesmas necessidades físicas que tinham antes da morte, e vagam pelas regiões sombrias de locais denominados Umbral, Trevas ou Abismo, por tempo indeterminado até que, movidos pelo remorso e pelo arrependimento, possam ser resgatados por entidades bondosas que os acolhem em instituições de caridade no mundo astral.

No processo da histogênese espiritual, o perispírito se desmaterializa do corpo físico para se materializar logo em seguida no corpo espiritual, dando ao espírito imortal condições de continuar vivendo em novas faixas vibratórias do espaço, sem que ele perca sua individualidade ou o acervo de conhecimentos que adquiriu em sua jornada terrestre.

Quando a histogênese espiritual é realizada com o esforço do próprio espírito, ele fica em condições de se adaptar à vida espiritual com mais facilidade, condicionando-a às energias fluídicas que o envolvem, enchendo seu coração de alegria, paz e felicidade, sentindo-se forte e a par de sua nova situação; ao contrário daqueles que não conseguem, por motivos de comprometimento, falta de religiosidade ou desconhecimento das verdades eternas, passando longos períodos perdidos no espaço e no tempo, sem rumo e sem perspectivas de avanço no caminho da luz.

Do outro lado da vida, a moeda de troca são os nossos créditos juntos ao outros, ou seja, laços fraternos e de amizade que construímos através do relacionamento junto ao próximo e, principalmente, junto à nossa parentela.

Amilton Gaspar

DEPOIS DA VIDA


Não deixe para pensar na morte apenas quando a idade avançar. Pensar na morte com olhar da evolução espiritual : não é pessimismo é consciência! 
Quantos de nós já estão no inferno, em suas depressões, egoísmos, materialismos e doenças e vícios das mais diferentes espécies. 
Quantos de nós já vivem no céu em seus estados de paz, harmonia, paciência, bem querer e plenitude! 
São tantos exemplos, olhe a sua volta... 
O inferno é ilusão, dor, controle, apego, medo, egoísmo, negligência, fascínio, vaidade, futilidade. 
O céu é o amor, a entrega espiritual, a paciência, a tolerância, o respeito, o perdão, a gratidão. 
Onde você está hoje? 
No céu ou inferno? 
Para onde você vai amanhã? 
Depende de você! 
Acredite, é possível estarmos no céu, acho que estamos no caminho... 

Por: Bruno J. Gimenes

quinta-feira, 7 de julho de 2016

ALMAS QUE SE ENCONTRAM


Alma gêmea, almas, amor, encontro , eternidade , necessidade , reencontro , vida 

Dizem que para o amor chegar não há dia, não há hora, nem momento marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala no mais sensível dos nossos órgãos, o coração. 

Começo a acreditar que sim. Mas percebo também que pelo fato deste momento não ser determinado pelas pessoas, quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores. Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada. Quando duas almas se encontram o que realça primeiro não é a aparência física, mas a semelhança d'almas. Elas se compreendem e sentem falta uma da outra. 

Se entristecem por não terem se encontrado antes, Afinal tudo poderia ser tão diferente. No entanto, sabem que o caminho é este e que não haverá retorno para as suas pretensões. É como se elas falassem além das palavras, entendessem a tristeza do outro, a alegria, o desejo, mesmo estando em lugares diferentes. Quando almas afins se entrelaçam passam a sentir saudade uma da outra num processo contínuo de reaproximação até a consumação. 

Almas que se encontram podem sofrer bastante também, pois muitas vezes tais encontros acontecem em momentos onde não mais podem extravasar toda a plenitude do amor que carregam, toda a alegria de amar e querer compartilhar a vida com o outro, toda a emoção contida à espera do encontro fatal. 

Desejam coisas que se tornam quase impossíveis, mas que são tão simples de viver. Como ver o pôr-do-sol, caminhar por uma estrada com lindas árvores, ver a noite chegar, ir ao cinema e comer pipocas, rir e brincar, brigar às vezes, mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial. 

Amar e amar, muitas vezes sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo sem que a despedida se faça presente. Porém muitas vezes elas se encontram em um tempo e em um espaço diferentes do que suas realidades possam permitir. 

Mas depois que se encontram ficam marcadas, tatuadas e ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas, elas jamais conseguirão se separar. E o mais importante: terão de se encontrar em algum lugar. 

Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade que têm uma da outra para toda a eternidade... 

Por Edson Pessel

quarta-feira, 6 de julho de 2016

CONFIANÇA

Não há criatura alguma que possa viver sem confiança. 
Ela marca a certeza naquilo que deveremos alcançar. 
A confiança nasce da fé, que tranquiliza os nossos corações nas lutas de cada dia. 
Se desejas confiar em alguma coisa, basta confiar em ti mesmo. 
No entanto, para que essa fé em ti mesmo te dê uma garantia, é preciso a aquisição de outras virtudes, que deverás conquistar no universo do teu mundo interno. 
A fé não se compra nem se toma emprestada, como fazes com as coisas exteriores. 
O preço dela é representado por atribuições dos valores espirituais. 
A fé verdadeira nasce na tranqüilidade da consciência. 
Se esta não te acusa, é porque estás indo bem nas linhas da existência e, de momento a momento, a luz da fé começa a iluminar a tua mente e empenhar-se com o coração, em uma jornada de entendimento. 
A conquista da fé não é tão fácil como se pensa. 
Ela vibra no seio de muitas virtudes e esplende nos sentimentos de quem ama o próximo como a si mesmo, sem esquecer de amar a Deus sobre todas as coisas. 
Certamente que não agradamos todas as criaturas com quem convivemos. Não obstante, devemos ter cuidado na comunicação com os nossos irmãos em roteiro, observando os seus comportamentos e as suas necessidades, fazendo o que pudermos para ajudá-los, sem a exigência comum nos círculos onde habita a ignorância. 
Meu irmão, confia nas tuas próprias forças e trabalha dentro do teu mundo interno, no silêncio que te pedir a vida reta, que esse aprimoramento dar-te-á muita paz e uma consciência que não se perturba com simples problemas. 
A certeza do êxito diante de problemas a serem enfrentados não é somente para o religioso. É para todos os trabalhos a que nos dispomos realizar, desde as idéias formadas na mente, aos campos onde as sementes devem ser depositadas, para que os frutos apareçam para saciar a fome, prover as vestes e o próprio conforto. 
Deves adereçar, de quando em vez, os próprios sentimentos, buscando no fundo da consciência o condão da fé, para sentires e veres se está posicionado na direção do Amor. 
Confere, sim, as tuas forças, em todos os sentidos e, principalmente no que tange ao perdão. 
Será que a tua capacidade de perdoar está alerta em condições de esquecer as faltas ante aqueles que te ferem? 
Será que não existem dúvidas em ti, no que se refere às coisas espirituais? Deves fazer tal avaliação, para que a tua fé verdadeira te permita viveres em paz dentro de ti mesmo. 
Observa a vida que levas, para não alimentares ilusões nem fortificares mentiras. 
Existem pessoas que confiam tanto em si mesmas, que acabam atrofiando a razão, colocando em desespero a própria vida. 
Não pode existir confiança sem discernimento. 
É para isso que temos raciocínio e, ainda mais, o Evangelho, para que possamos selecionar, com o Cristo, as nossas atitudes. 
A fé deve ser iluminada com a Sabedoria e consubstanciada no Amor. 
Entre todas as ciências, a mais difícil de ser conhecida é a ciência interna, é o autoconhecimento, aquele que nos retribuirá com a felicidade. 
Confiemos muito, mas eduquemo-nos mais, que o Cristo fará o resto por nós. 
(De “Cirurgia Moral”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Lancellin)

terça-feira, 5 de julho de 2016

A VIAGEM



Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques...

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim; nossos pais.


Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seu carinho, proteção, amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores.

Muitas pessoas tomam esse trem a passeio.

Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas.


E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas.

Outros tantas viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso.


Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles, mas, não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles.

O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.


Sabemos que esse trem jamais volta.

Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um, o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso.

Nós mesmos fraquejamos algumas vezes.

E, certamente, alguém nos entenderá.
O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos.


E fico pensando: quando eu descer desse trem, irei sentir saudades?

Sim!

Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste.

Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.

Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.

E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.

Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas.

Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade...

Quem entrará?

Quem sairá?



Francisco Candido Xavier

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