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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A MALDADE E OS MALES DA HUMANIDADE






''Não existe nenhum atributo/qualificação no ser humano que seja puro o suficiente pra anular a existência do que é oposto àquele atributo. Em todo ser humano existe uma parcela de prudência, e outra de imprudência. Em todo ser humano existe uma parcela de fé, e outra de ceticismo. 
Em todo ser humano existe uma parcela de conhecimento, e outra de ignorância. O ser humano é composto de dualidades contraditórias que frequentemente o colocam em conflito diante das incógnitas da vida. Portanto, seria razoável definir todo ser humano como bom e mau ao mesmo tempo. Com a intensidade variando de um indivíduo para outro. Mas a questão é; se o mundo hoje é reflexo de uma humanidade muito mais provida de maldade que de bondade, talvez não seja pelo fato de existirem pessoas absolutamente ruins dominando as boas; mas pelo fato de o lado ruim de cada um vencer com mais frequência. A vida que se leva e as motivações, no caso, conduziriam muito mais o indivíduo ao lado maldoso que ao lado bondoso. O sujeito feliz, ou satisfeito, jamais teria motivo para propagar a maldade. Mas o infeliz certamente já o tem. Se a insatisfação e a infelicidade reinam no mundo onde vivemos, é porque há algo errado na nossa forma de viver/entender a vida. Agora, se a vida parece ser má com a maioria das pessoas, e se, ser individual (sem se comprometer com o bem estar do próximo) parece compensar, tem-se não só os estímulo necessário, como o próprio consentimento cultural de que vale a pena ser mau, pelo menos às vezes, ou quase sempre, em detrimento do ''bem estar próprio’ ‘Resumindo, acredito que os nossos traços culturais(individualismo ao extremo, por exemplo) estimulam um comportamento mais destrutivo que construtivo, mas porque aprendemos. Não porque somos propriamente bons ou ruins. Mas devido ao fato de, na maioria das vezes, sermos mais ruins uns aos outros do que bons por não sabermos conviver em sociedade, como um grupo, como uma só espécie. Enquanto tudo girar em torno de valores que tornam a maledicência mais lucrativa do que a benevolência, o lado mau, ou destrutivo (de cada um) irá sempre ''berrar mais alto''. Mas se de alguma forma, o lado bom fosse mais estimulado, poderia ser diferente; 
Se as vidas das pessoas com maior potencial de frustração encontrassem nutrição através de estímulos externos como compaixão dos outros/coletividade para que a vida não se tornasse tão dura, e, se os gestos destrutivos fossem anulados por uma conscientização de que não compensam, a tal maledicência perderia forças. Porque fazer o mal não teria tanto sentido, ou não seria tão lucrativo, como talvez seja hoje.''

Amilton Gaspar

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