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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A VIDA COMO ELA É


 A gente vai vivendo momentos de alegria e momentos de profunda tristeza. Tudo é ensinamento e com todas as experiências vamos crescendo.
Ás vezes, a dor é tão terrível que pensamos não suportar. Mas, dentro de nós, existe uma força que normalmente desconhecemos e  nos acode nestes instantes…
Só Deus sabe a dor de perder pai, mãe, filho, amigos… No momento, muitas vezes,  ficamos como que anestesiados. Isto é a Misericórdia de Deus agindo. Talvez, se ficássemos inteiramente lúcidos, provavelmente enlouqueceríamos como alguns..
Mas, os dias vão passando e a vida nos empurra porque ela é um impulso muito forte. A dor vai, pouco a pouco, diminuindo… Costumo dizer que é o unguento que o Pai Maior vai colocando na ferida. E, de repente, percebemos que a saudade é muita, mas ela já não dói.
E começamos a dizer que as obrigações do dia-a-dia nos levam para diante. O tempo passa e, subitamente, percebemos que a alegria voltou. Este é o processo natural. Deus nos deu provações para que aprendamos, provavelmente, a ser humildes, complacentes, compassivos; a nos tornarmos o próprio Amor.
Entretanto, Ele nos quer felizes, vivendo a vida em plenitude. Continuar cultivando a tristeza e parar no Tempo é doença. Precisamos estar atentos a isso.
Depois de qualquer perda, seja de que tipo for, costumamos ter um período de “luto”. Mas, quando o luto dura muito já é questão patológica.
Se perdemos por um lado, sempre ganhamos por outro. Tornamo-nos mais amantes da vida e crescemos espiritualmente.
As perdas, na verdade, não são perdas, mas ganhos em espiritualidade e vida. Se a gente, ao invés de mergulhar na dor, procurar ver os sinais que Deus nos manda, logo tudo passará. Porque a característica principal de tudo que vive é a impermanência. Tudo passa e tudo tem fim.
Olhemos o sol, a noite estrelada, o carinho da família e dos amigos, o canto dos pássaros, a música das cascatas, a beleza das flores, o renascimento de tudo que morre, como no caso de muitas plantas, e veremos que Deus sempre está conosco e nos cobre com seu manto de Amor.
Alguém pode negar a beleza da vida? Acho que ninguém. Mesmo aqueles que sofrem duras privações e, muitas vezes, se entregam ao desespero, podem parar um instante e contemplar o esplendor de um crepúsculo; podem colher flores e amar e receber amor do seu próximo.
Talvez alguns digam: “Como contemplar a beleza de algo se a vida se mostra tão feia com a doença, a miséria, a injustiça, a fome?” É verdade. Não é fácil. Não quero dizer que é simples ver a beleza de estômago vazio. Mas, ter fé e esperança ainda é o melhor caminho em qualquer situação. Isto não é comodismo! Claro que devemos lutar para a melhoria da condição de todos. Quem pode negar, também, que a vida é tecida de sonhos mortos, de dores, saudades, perdas e tristezas profundas? Revoltar-se e desesperar-se, entretanto, só provoca doenças no corpo e na mente.
O mais bonito na natureza humana e que talvez seja a maior prova de que somos feitos à imagem e semelhança do Criador é o poder de superação que existe em todos nós. Tanto a dor como a alegria podem se transformar em poesia, artes plásticas, música, doação e entrega ao próximo, o que vai enfeitar a vida dos demais e mostrar a face da Beleza, que é a face do próprio Deus.
Se soubermos confiar na Misericórdia Divina cada golpe nos fará crescer e nos tornará mais fortes.
Perder um filho é perder um pouco de si mesmo. Perder os pais também é perder pedaços de si. Eles, porém, serão eternos, não apenas na nossa saudade, mas naquilo deles que ficou em nós.
Quanto mais envelheço, mais me acho parecida com meus pais. E me surpreendo, a todo instante, dizendo: "Papai dizia isso ou mamãe dizia aquilo"... Só a esta altura da vida, vamos compreender a sabedoria de nossos pais, que, tantas vezes, contestamos, na soberba de nossa juventude...
Frederick Perls, grande psicólogo gestaltista, dizia que toda vela deve se consumir até o fim. Ele se referia às emoções, que não devem ser reprimidas, mas vividas até se consumirem. Só assim poderemos prosseguir na belíssima jornada da vida, com equilíbrio, mais amor por nós mesmos e pelo nosso próximo. A dor que não é vivida plenamente, mas reprimida, pode se transformar em dores no corpo físico.
É, pois, uma tolice de nossa parte pedir a alguém que chora para parar de chorar; a alguém que sofre que se distraia e esqueça a sua dor. Vamos deixar a vela se consumir para que sejamos mais sadios, úteis e amorosos.
Hoje estou profundamente triste. E não venham me animar! Vou deixar a vela se consumir. Eu sempre renasço das cinzas: mais iluminada e mais cheia de amor.
A vida é uma benção: não nos esqueçamos jamais disso! E tudo passa: esTa é a única certeza que temos.

Maria Luiza Silveira Teles
(presidente eleita da Academia Montesclarense de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros)


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