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domingo, 22 de maio de 2016

A POSSIBILIDADE DE SER FELIZ


Temos a estranha mania de achar que a vida nos deve algo. A maioria das pessoas vive a reclamar e a se lamentar, achando-se vítima da vida.  Entretanto, nos esquecemos de que todo sofrimento é consequência da própria vida que levamos, daquilo que sentimos, da sintonia em que vibramos e das dívidas de vidas passadas.
Será que se nos preocupássemos mais com o bem do nosso próximo, nossas vidas não seriam mais plenas?
É bastante comum, também, a atitude de, sempre que fazemos algo por alguém, esperarmos que, de alguma forma, sejamos recompensados. A verdade é que o amor verdadeiro está em amar desprendidamente. Amar como um ato natural de nosso ser.
Assim, também, a verdadeira caridade: fazer o bem por amor, por necessidade interior, e não, esperando o que quer que seja.
Quando amamos com o amor universal, isto é, enlaçando num só abraço toda a humanidade e toda a natureza e quando fazemos de nossas vidas um doar constante, conseguimos ser felizes e alcançar uma paz tão grande, que todos se admiram e se perguntam qual o segredo de nossa felicidade.
Jesus deu o exemplo com sua própria vida. Ele sofreu, mas era uma criatura serena e feliz.
Vamos nos amar e respeitar sem nos centrarmos em nós mesmos. Vamos fazer de nossas vidas uma preocupação constante em socorrer os necessitados com o nosso amor, o nosso sorriso, a nossa alegria, o nosso conforto e, sempre que pudermos, com alguma coisa material e, mais do que isto, com uma ação e uma palavra que contribuam para estruturas sociais mais justas.
Então, de repente, vamos descobrir que a felicidade, que sempre buscamos, instalou-se em nós e fez de nossas vidas uma perene alegria, um perene louvor.
Nada é definitivo. Jó, em seu desespero, questionando a Deus, que tanto amava, sente a morte como algo sem solução. Entretanto, em sua sabedoria, as palavras que Jó profere sobre a morte não deixam de esconder um sentido verdadeiro.
Muitas vezes, o homem passa toda a sua vida imerso num sono espiritual. “E, deitado, não se levanta mais e nem os anjos conseguem desprendê-lo de seu sono”.
O homem busca uma falsa segurança, porque nem o dinheiro, nem o poder, nem os bens materiais podem livrá-lo de qualquer desgraça, que poderá atingi-lo a qualquer momento.
O sono da morte é bendito, porque ele nos desperta para a verdadeira vida. Porém, o sono espiritual é triste porque nos cega para tudo aquilo que realmente importa, que realmente tem valor, que nos faz crescer e nos coloca no Caminho.
Aquele que dorme está morto para a vida, quando pensa que está vivendo plenamente.
Mas quando Jó diz que o céu não o despertaria de seu sono, refere-se àquele que se fechou, de modo absoluto, para Deus. Porque mesmo na dor de seus lamentos, Jó sabia que Deus, em sua misericórdia, não para nunca de bater-nos à porta e manda sempre irmãos espirituais de luz tentar tocar em nossas pupilas a fim de que, finalmente, elas se abram para a vida verdadeira.
É preciso ter compaixão dos que dormem e estão mortos em vida. É necessário que os despertemos, antes que seja tarde, e possamos envolvê-los com a Luz e a Complacência.
Se tua alma está nostálgica, integra-te na harmonia do universo e a alegria povoará teu mundo interior. Ao teu lado a natureza canta incessantes hinos de louvor à criação! Aqui e ali, a vida é uma perene canção de amor. Tudo fala de renovação, evolução, alegria e paz.
A dor só será capaz de destruir-te se lhe deres guarida. Se estiveres protegido pela fé, pela esperança e pelo amor ela não será senão um pequeno espinho que incomoda, mas não chega a penetrar a carne...
Se tiveres olhos para contemplar a beleza poderás esquecer-te do que é feio.
Se teus ouvidos estiverem prontos a ouvir os hinos de amor que cantam teus irmãos, num testemunho veemente da misericórdia divina, decerto passarão despercebidas as palavras de rancor, ciúme, inveja ou ofensa...
Se puderes assistir, de coração aberto, à continuação do milagre da vida, às estações que vão e voltam, ao sol que se esconde e, depois, ainda brilha, à chuva que cai e fertiliza a terra, às plantas que secam e, amanhã, ainda dão frutos...
Se puderes observar a pureza da criança, a esperança do jovem, a sabedoria do velho, o casal enamorado...
Se puderes sentir o eterno fluxo e refluxo da vida, não voltarás a estar triste e verás que há motivos para crer e louvar o criador!
Maria Luiza Silveira Teles





MISSÕES

Aspiras à posição dos grandes administradores; entretanto, não sopesas as responsabilidades que lhes requeimam a fronte, quais invisíveis anéis de fogo.
Anelas o renome dos grandes juízes; mas não sabes em quantas ocasiões padecem, agoniados, para não caírem nos erros de consciência.
Desejas a fama dos grandes cientistas; contudo, não indagas quanto ao preço que pagam à disciplina, para manterem fidelidade às suas obrigações.
Queres as vantagens dos grandes industriais; no entanto, desconheces a imensa luta em que se desgastam.
Abraça a atividade singela que o mundo te reservou, respeitando a importância da vida.
Se a experiência de sacrifício te chama a decifrar-lhe os segredos; lembra-te do alicerce que se esconde no solo, preservando a segurança da construção.
Se o apostolado familiar é a renúncia que te compete; recorda que não existem personalidades notáveis, entre os homens, sem o devotamento silencioso de mães e pais, professores e companheiros que se apagam, pouco a pouco, a fim de que elas se levantem na evidência terrestre, à feição das obras-primas de estatuária, em pedestais obscuros.
O arado que semeia é irmão da pena que escreve.
A cozinha dedicada à química do alimento é outra face do laboratório consagrado à química das aplicações científicas.
Diante da Lei, todas as Tarefas do Bem são Missões de Caráter Divino.
Atende, pois, de coração alegre, ao dever que te cabe, e, se ninguém na Terra dá conta de teus passos, ignorando-te a presença, nem por isso abandones o trabalho humilde que a vida te confiou, na certeza de que Deus é também o Grande Anônimo, a ensinar-nos, na base de toda a sabedoria e de todo o amor, que o mais alto privilégio é servir e servir.

Emmanuel

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