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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

ESPIRITISMO E METAPSÍQUICA


A mediunidade é tão antiga quanto a existência do homem. Desde os primórdios anotamos a presença de feiticeiros, oráculos, xamãs e outros que se comunicam com o plano que nós chamamos de forma genérica de Espiritual.
A comunicação de mortos com vivos é um fato incontestável, a ponto de no velho testamento, incontáveis vezes, lermos a presença dessas comunicações. A ponto de Moisés proibir os hebreus da consulta, por evocação, aos mortos (Deuteronômio cap. XVIII).
Se Moisés proibiu é porque o fenômeno acontecia realmente e estava sendo mal utilizado. Ele não proibiria o que não existe.
Assim a fenomenologia da hoje chamada “transcomunicação” ainda é motivo de estudo tanto no Espiritismo como na Parapsicologia.
O professor Hippolite Leon Denizard Rivail, desde 1822, se interessou pelo estudo destes fenômenos que ele chamou de “efeitos físicos e inteligentes”. O professor Hippolite, (que posteriormente adotou o nome de Allan Kardec) observava no mundo, todos os sensitivos que porventura “provocaram” alguma fenomenologia excepcional.
Estudando as irmãs Fox, duas meninas americanas, semi-analfabetas, na cidade de Hidesville, nos Estados Unidos, pode ele lançar as bases do Espiritismo Científico. Assim entre os anos de 1857 e 1868 nasceram os 5 livros básicos da doutrina.
Concomitantemente o russo Alexandre Aksakof lançava a chamada Metapsíquica, ciência-mãe da Parapsicologia atual. Amigos Aksakof e Kardec se correspondiam nos seus estudos até que, 100 anos depois que Kardec inicia seus estudos, (ainda como professor Hippolite Leon Rivail), outro cientista chamado Charles Richet estudando a famosa médium Européia Paladino, classifica os fenômenos Metapsíquicos.
São criados dois grandes grupos: Os fenômenos objetivos que analisa e os fenômenos exteriores, perceptíveis aos nossos sentidos, que parecem terem um caráter inteligente, e os fenômenos subjetivos que estudam os fenômenos exclusivamente intelectuais.
Assim surgem uma lista de 12 (doze) fenômenos bem estudados (não vamos analisar cada um agora).
Em 1930, Joseph Banks Rhine, inicia o que chamou de Parapsicologia, introduzindo o método quantitativo aos estudos qualitativos da Metapsíquica,. O objetivo era reproduzir os fenômenos metapsíquicos em experimentos de laboratório. Aí surgem PSI que Banks Rhine classifica com Psi-Gama = fenômenos subjetivos; Psi-Kapa = fenômenos objetivos ou de efeito físico e Psi-Theta = fenômenos oriundos dos seres espirituais que Kardec chamou de mediunidade.
Mas como dizia Kardec: “De nada adianta conhecermos o outro mundo, que nos cerca, se não
tomarmos consciência de que somos sujeitos à evolução permanente. A vida não acaba com a morte e o Espiritismo nos dá este conhecimento que é o da verdade”.
Como vemos, a Parapsicologia não explica o Espiritismo como querem alguns, ao contrário, é o Espiritismo que completa a Parapsicologia, como deduziu o grande Joseph Banks Rhine.

Iran Rego
*Médico cardiologista – espírita.
Membro da Academia Maçônica de letras

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