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sábado, 28 de outubro de 2017

“PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS”


O axioma: Conhece-se a árvore pelos frutos, é célebre.
Ele significa que, pelos efeitos, se pode aquilatar a qualidade da causa.
Deus é a inteligência suprema e a causa primária de todas as coisas.
O atual estágio do desenvolvimento humano impede que se pesquise satisfatoriamente a respeito da natureza Divina.
Contudo, mediante o raciocínio, é possível concluir que Deus deve possuir todas as virtudes em seu grau máximo.
Caso contrário, poderia ser ultrapassado, em qualquer dessas virtudes, por outro ser.
Então, esse ser é que seria Deus, a entidade suprema do Universo.
Mas, se Deus é infinitamente perfeito, por qual razão sua obra parece tão repleta de falhas?
Ele criou a Humanidade, mas ela não lhe faz honra, por suas características.
Há tanta maldade no mundo: violência, corrupção, perfídia...
Haverá compatibilidade entre a perfeição Divina e a aparente imperfeição de Sua obra?
Há, mas ela pressupõe considerar a pluralidade dos mundos habitados, ensinamento ministrado pelo Espiritismo.
Em determinada passagem do Evangelho, Jesus afirma:
Há muitas moradas na casa de meu pai.
A casa do Pai é o Universo.
As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito.
Tais moradas possuem características correspondentes ao estado evolutivo dos Espíritos que nelas habitam.
Se alguém julgar um país, apenas com base em um hospital, pensará que nele só há doentes. 
Se a análise levar em conta a população de um presídio, a conclusão será de que a nação é composta por criminosos.
Equívoco semelhante comete quem julga a Humanidade apenas com base nos habitantes da Terra.
Os Espíritos ensinam que há mundos, em diversos estágios evolutivos.
Quanto mais evoluído o Espírito, melhor o mundo que ele habita.
Há mundos primitivos, de provas e expiações, de regeneração e paz, ditosos e celestes ou Divinos.
Nos mundos primitivos, reinam soberanas as paixões e a vida moral é quase nula.
A Terra da idade da pedra e períodos subsequentes, é um exemplo desse tipo de mundo.
Atualmente, o planeta Terra qualifica-se como de provas e expiações.
Os seres que o habitam, em sua maioria, possuem inteligência desenvolvida.
Contudo, são muito viciosos, o que evidencia sua imperfeição moral.
Por força dos vícios de seus habitantes, na Terra o mal predomina.
Os mundos evoluem de um estágio a outro e os Espíritos não se encontram sempre vinculados a um planeta.
Isso explica porque almas nobres e generosas não são comuns em nosso meio.
Quando um Espírito passa a merecer paz e felicidade, ele é encaminhado a um mundo compatível.
A partir daí, somente nasce em locais inferiores em missão de amor.
Assim, a obra Divina, que se reflete na Humanidade terrena, está em processo de elaboração.
Com o tempo, absolutamente todos os Espíritos serão puros, em sabedoria e bondade.
Mas essa pureza é fruto do esforço próprio.
Assim, se você quer ser feliz, burile o seu íntimo.
Remova do seu ser toda causa de violência, discórdia ou crueldade. 
Seja um fator de progresso e harmonia no mundo.
Por uma questão de justiça, você sempre estará no local mais adequado ao seu temperamento e aos seus valores.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. III, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB.

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