BOAS VINDAS

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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

ORIGEM DAS RELIGIÕES E DA ESPIRITUALIDADE- Parte I



Desde que o homem atingiu o seu estágio de inteligência, percebendo que não pode existir por si só, procura um Deus e tenta representá-lo. Usa astros (sol, lua e etc..), usa animais (cobra, urso, vaca, etc...) tornando-os “sagrados”, portanto deuses. Surge assim a primeira das religiões o Totenismo.
O Totemismo representa um Deus “impessoal”, podendo santificar o cabelo, o sangue, o coração e outros órgãos. Surgem os Tabus (proibições) e o Mana (força espiritual) essa última percorre todas as religiões. Começam as “iniciações” com finalidade de impor valores positivos ou negativos (tabus), surgindo assim os rituais, sacrifícios, imagens (totens), etc... Nessa época o mundo era povoado por tribos ou clãs que adotavam símbolos (patuás), cada clã ou tribo com seus símbolos e rituais, geralmente Ritos Miméticos (semelhantes produz semelhantes, ex: para “chamar” chuva, faz-se cerimonial com a água). Muito dos tabus e rituais persistem nas religiões de hoje.
Animismo já é uma evolução do Totenismo, surge a idéia do Espírito análogo do homem, surge o fetichismo e as coisas encantadas.
No Animismo pode-se identificar três estágios bem distintos: Estágio Teológico: inicia com o Politeísmo e depois Monoteísmo. Estágio Metapsíquico: É o Metapsiquismo gerando sensitividade e o terceiro estágio chamado de Estágio Positivo que é o Positivismo.
Nessa época surge também a concepção da alma ligada ao corpo e a partes do corpo (pertenças) daí o cuidado com os cabelos, unhas, etc... e o uso desses pertenças nos rituais e religiões (órgãos fálicos, coração, etc...) Pode haver sobrevida e não a imortalidade do espírito. Surge o conceito das reencarnações.
Fatos importantes do animismo primitivo: Importância dos sonhos; Manas(forças espirituais); Magia imitativa – água produz água, Magia Simpática – imagem ( vodu) e Contagiosa – pertenças. Amuletos – Talismãs ligados a divindade (confunde-se com patuás). É aqui que aparecem os Xamãs com rituais de transe
espontâneo ou provocado por drogas (chás, frutas, etc...). Aparecem as lendas místicas ou Mitos
As principais religiões surgem principalmente pelo “Culto dos Mortos” uma consequência do Animismo. Dos “primórdios” passamos para o Egito e os Celtas como os primeiros povos com religião bem definida, no conceito moderno. Os Egípcios vivem pela morte e os celtas fizeram (e fazem ainda) rituais específicos para a morte.
A imortalidade surge muito forte em todas as religiões, com raras exceções, e se torna o substrato primário das religiões antigas e modernas. Dois terços da humanidade hoje, acreditam na reencarnação.
Na religião no Egito (4000 a.C.): Surgem: Juízo final, de Oziris, a moral religiosa e o monoteísmo (Faraó Amenófis IV).
Na Índia: Aparecem a trindade divina, os livros sagrados, as religiões atéias (Budismo e Jainismo), o conceito do carma e a virtude do meio com Buda.
Na China: se enfatiza o culto aos ancestrais (Sínicos), a prece (Confúcio), a moral pacifista, e o conceito Taoista de que tudo é equilíbrio.
No Japão: espíritos errantes (Xintoísmo), e o culto á higiene (Xintoísmo).
O Judaísmo, religião dos Hebreus (Hibri = pessoas do além) é composta por 12 tribos que formando clãs, com deveres religiosos próprios. Na época de Jesus já se dividiam em 23 seitas sendo as principais, os Fariseus (reencarnacionistas), os Saduceus, os Essênios (reencarnacionistas), os Hebreus (fundamentalistas) e os Zelotes (João Batista). O livro sagrado é o Pentateuco (antigo testamento). No início eram Animistas, depois passaram a Monoteístas e acreditam na vida após a morte, exceto os Saduceus, e acham que os mortos adquirem sabedoria sobre-humana. Iavé é o Deus nacionalista, guerreiro, parcial e punitivo.
Os Essênios é a mais importante seita judaica em termos de filosofia, viviam há 200 a.C. como comunistas perfeitos, viviam da agricultura e da pesca; não comercializavam (não tinham moeda), não possuíam artesão de armas (não caçavam com armas), não possuíam escravos. Eram livres e iguais. “O que não gosta para ti, não o faças a teu próximo” dizia Hillel, o maior dos juizes Essênios, esta era a Lei, o resto é comentário dizia.
O Islamismo (700 d.C.), fundada pelo profeta Maomé; religião que deveria ser revelada pelo anjo Gabriel através de Maomé que era analfabeto e que ditou (psicofonia?) os versículos ao sobrinho Ali e ao escravo Zeid Tabet (esse cristão). São Monoteístas (Alá), espiritistas (Djinn), acreditam em juízo final, Céu e Inferno, na prece e caridade e no fatalismo (Makbuq!) – estava escrito! Dividem-se em Sunitas (90%), Xiitas, Sufistas, Babistas, etc...
O Cristianismo, revelado por Jesus, Doutrina do amor e do perdão. São compostos pelos Católicos, Ortodoxos, Coptas, Protestantes (Luteranos, Calvinistas, Pentecostais) e Espíritas. O Espiritismo é a única religião cristã reencarnacionista e é uma religião revelada pelos Espíritos Superiores através da codificação de Allan Kardec.
Podemos fazer as seguintes conclusões: Primeiro que todas as religiões adotam conceitos de outras; segundo, houve preparação para a vinda de Jesus, através de avatares e missionários de diversas crenças; terceiro, as religiões introduziram as preocupações morais e quarto, todas levam a bem-aventurança.
Qual o momento da criação da alma (ou espírito)? Toda religião faz esta pergunta, mas embora saibamos não ser importante, (o importante é que todo homem tem um espírito), há especulações: São Tomás de Aquino diz que é imediatamente antes da concepção. Padre Orígenes (grande teólogo católico) afirma que o espírito preexiste. Os Espíritas ensinam que o espírito é criado por Deus, rude e ignorante, e que está sujeito às leis da evolução, mas não sabem quando foi criado.

Iran Rego
Médico Cardiologista – espírita.
Membro da Academia Maçônica de Letras.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O PECADO ORIGINAL, O PURGATÓRIO E O CARMA



A palavra carma significa ação, ação como causa e como efeito, que se torna outra causa para outro efeito e, assim, sucessivamente.
No século dezenove, quase não se falava em carma no Ocidente. Daí que Kardec usava mais a expressão lei de causa e efeito. E lembro o dito latino “Lux Ex Oriente” (A luz vem do Oriente). Os cristãos gnósticos foram exterminados pela ala ortodoxa do cristianismo, porque eles pregavam a chegada a Deus pela gnose (conhecimento, luz), doutrina ligada às verdades filosófico-religiosas do Oriente, mas que está presente também no ensino do Nazareno: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” De fato, se Deus é sabedoria, nós como seus filhos criados à sua imagem e semelhança, temos que fazer do conhecimento uma busca constante em nossa vida, pois, é com ele que nós nos vamos tornando, cada vez mais, mais semelhantes a Deus.
Se nós somos espíritos imortais, seria estranho Deus nos ter dado apenas uma vida terrena para a nossa evolução, pois uma vida só não dá nem para começarmos a nossa evolução, em busca da sabedoria e da perfeição semelhantes às de Deus. E, se Deus é a Inteligência Suprema, que é uma das grandes verdades que nos ensina a Doutrina dos Espíritos, por que Ele nos criaria imortais, mas como que amarrados, nos obrigando a permanecermos no erro pelas eternidades afora? À proporção que as pessoas vão evoluindo em seus conhecimentos, elas vão acatando a reencarnação, naturalmente. Um exemplo: na década de 1940, apenas 2 % da população brasileira a aceitava. Hoje, são cerca de 90 %. E ela já é crença de quase três quartos da população mundial, independente de religião. É interessante lembrarmos aqui que ela tem o respaldo de vários segmentos da ciência e que ela tem tirado muitas pessoas do materialismo. Os líderes religiosos rejeitam-na, porque eles pregam que, para o fiel ganhar o céu, ele tem que passar por eles. É fácil, pois, entender a sua reação pertinaz contrária à reencarnação, já que eles não são
inteligentes e sabem que ela desclassifica, em parte, as suas ações profissionais.
Se houvesse só uma vida terrena, sem novas chances de regeneração do espírito, seria incompreensível a misericórdia infinita de Deus! Se a reencarnação dependesse dos pais biológicos, nenhum pai, por menos bondoso que fosse, bloquearia nova vida para um filho seu, deixando-o para sempre no erro e na condenação. E até parece que é porque os teólogos que, geralmente, não têm filhos, que eles imaginaram essa ideia excêntrica atribuída por eles a Deus contra a reencarnação, a qual é uma das maiores verdades bíblicas. Negá-la é praticamente negar também a outra grande verdade de todas as religiões: a da lei de causa e efeito, pois o espírito imortal ficaria praticamente sem condições de colher os frutos da sua semeadura.
A colheita do sofrimento atribuído pelos teólogos ao pecado original é um efeito de uma causa do passado. Também o Purgatório é outro efeito de dor de causas anteriores. E, igualmente, o carma é efeito de causas passadas. E os teólogos de hoje ensinam que não se sabe onde é o Purgatório, o que nos deixa uma brecha para dizermos que ele é aqui mesmo na Terra, pois aqui se faz e aqui se repara. E o mais antigo é o carma, e que, por se ligar à reencarnação e às religiões orientais, os teólogos, em vão, tentaram anulá-lo, substituindo-o pelo pecado original e o Purgatório.
Pode-se dizer, pois, que o pecado original, o Purgatório e o carma são sinônimos!
*Médico cardiologista- espírita
Membro da Academia Maçônica de Letras
Fonte: “A Face Oculta das Religiões” – José Reis Chaves

PENSAMENTO DE HOJE


Todos falam e murmuram, mas ninguém olha para si. 

Sêneca

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

”...E A VIDA CONTINUA”


Somos eternos! A morte é só uma mudança de estado. Depois dela, passamos a viver em outra dimensão. Porém, continuamos a ser os mesmos, com as mesmas ideias, afetos e sentimentos.
Aquela mãe controladora que sempre dizia o que você deveria fazer, aquele marido ciumento e mandão, aquele parente que não apreciava você – todos eles estão lá, na outra dimensão, iguaizinhos como eles eram no mundo terreno. Se as leis que regem os diferentes planos de vida não fossem tão rigorosas, talvez eles continuassem a perturbar sua vida, mesmo depois de mortos.
E embora alguns acreditem nisso, não é tão fácil assim. Os mundos são separados por diferentes ondas de frequência, o suficiente para garantir o bem-estar de todos.
Também aqueles que você ama, os artistas que você admirava, o amigo que você não esquece – todos continuam mais vivos do que nunca, fazendo parte de uma sociedade organizada, onde podem desempenhar várias atividades: trabalhar, aprender, experimentar. Outros mundos existem neste universo infinito. Já pensou como a vida é extraordinária?
A vida precisa ser renovada. A morte é a mudança que estabelece a renovação. Quando alguém parte, muitas coisas se modificam na estrutura dos que ficam.
E, sendo uma lei natural, ela é sempre um bem, muito embora não queiram aceitar isso. Nada é mais inútil e machuca mais do que a revolta.
Lembre-se de que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável.
O inconformismo, a lamentação, a tristeza e a dor podem alcançar a alma de quem partiu e dificultar-lhe a adaptação na nova vida.
Ele também sente a sensação de perda, a necessidade de seguir adiante, mas não consegue devido aos pensamentos de tristeza e dor dos que ficaram.
Se ele não consegue vencer esse momento difícil, volta ao lar que deixou e fica ali, misturando as lágrimas, sem força para seguir adiante, numa simbiose que aumenta a infelicidade de todos.
Pense nisso. Por mais que esteja sofrendo a separação, se alguém que você ama já partiu, liberte-o agora. Recolha-se a um local tranquilo, visualize essa pessoa em sua frente, abrace-a, diga-lhe tudo que seu coração sente. Fale do quanto a ama e do bem que lhe deseja.
Despeça-se dela com alegria, e quando recordá-la, veja-a feliz, refeita.
A morte não é o fim. A separação é temporária. Deixe-a seguir adiante e permita-se viver em paz.

Zíbia Gasparetto

domingo, 26 de novembro de 2017

MENSAGEM DO DIA


É muito importante estudarmos nossas atitudes mentais, porque é delas que decorrem os nossos atos, nosso desempenho no mundo. Muito do que nos acontece provém de nossas atitudes internas. Se pudermos tomar consciência delas, poderemos ter a mão no jogo do nosso destino. 

Paulo e Lauro Raful

OS ESPÍRITOS ADIANTADOS E OS ATRASADOS



A crença sobre anjos tem duas teorias. A dogmática de que eles são anjos perfeitos e que assim já foram criados. E a crença universal de que eles são espíritos humanos perfeitos, mas que eram imperfeitos, quando foram criados. Nas duas doutrinas são espíritos, geralmente, bons, evoluídos. Mas há também os anjos maus.
Sou a favor da segunda teoria, espírita, de que os anjos são espíritos humanos, que foram criados imperfeitos e que, por evolução, se tornaram perfeitos. Se Deus criou os espíritos humanos imperfeitos, enquanto teria criado os anjos já perfeitos, isso seria uma prova de que Deus amaria mais os anjos do que a nós espíritos humanos. Se isso fosse verdade, o amor de Deus para conosco deixaria de ser infinito.
Se fosse verdadeira a doutrina de que os anjos não são espíritos humanos evoluídos, os teólogos não necessitariam tê-la transformado em um dogma. Devemos respeitar todos os dogmas, mas eles são doutrinas polêmicas. Eles não têm o respaldo bíblico, e, às vezes, são flagrantemente contrários à Bíblia. São Pedro fala que os anjos revoltados contra Deus pecaram e foram precipitados para baixo, isto é, a Terra. (2 Carta de Pedro 2: 4). Em outras palavras, eles vieram reencarnar para se purificarem até pagarem o último centil, pois o nosso mundo é o lugar de provas e expiações e as reencarnações são para o espírito evoluir, em busca da perfeição semelhante à de Deus.
Se anjos podem pecar, é porque eles são mesmo espíritos humanos ou da mesma categoria humana. E isso é mais um motivo para que Deus não os tenha criado mesmo já perfeitos, mas imperfeitos como nós o fomos. E lembro aqui a metáfora de Adão e Eva, que pecaram exatamente porque não eram perfeitos. E o Pecado Original com o qual nascemos, segundo o dogma cristão-judaico, tem um fundo de verdade, pois trazemos pecados das nossas vidas anteriores. E creio que o pecado de
Adão e Eva tenha também certa analogia com o pecado da rebelião dos anjos, o que seria mais uma justificativa de que os anjos são mesmo de natureza humana. Daí se falar também, como já foi dito, em anjo mau, impuro, ainda não purificado.
A crença dogmática cristã numa vida única terrena levou as pessoas a confundirem o corpo novo de uma criança com a idade do seu espírito, chamando-as, pois, de anjo quando morrem. Mas na verdade, a idade do espírito é diferente da idade do corpo. Este pode ser novo, mas habitado por um espírito velho, pois existe antes do corpo. “Antes que te formaste no ventre de tua mãe, eu já te conhecia.” (Jeremias 1: 5). E Jesus disse que antes que Abrão existisse, Ele já existia, logicamente em Espírito e não em corpo. (João 8: 58).
Porém atentemos para o fato de que o verdadeiro significado de anjo (“aggelos” em grego, e “angelus” em latim) é enviado, mensageiro, do mundo espiritual. Mas podem vir também anjos maus (espíritos humanos ainda atrasados), inclusive para serem doutrinados, como acontece nas reuniões mediúnicas das casas espíritas. E eis mais um texto bíblico: “...alguns, sem o saber, acolheram anjos”. (Hebreus 13: 2).

Fonte : J. R. Chaves- do livro: A Bíblia e o Espiritismo

Iran Rêgo – médico cardiologista – espírita.

ABRE AS MÃOS


Lembrando de Nossa Senhora das Graças
ABRE AS MÃOS e toca a vida com graça e respeito, porque a vida é graça de Deus e Ele a respeita.
ABRE AS MÃOS e semeia em teus caminhos o Bem, a Paz, a Justiça, a Fraternidade, a Cidadania, e faze brilhar as luzes da Fé e a beleza do Evangelho.
ABRE AS MÃOS e pensa nas mil mãos que te ajudaram nascer, crescer, viver e ser o que és, gratuitamente, sem grandes méritos teus.
ABRE AS MÃOS e acolhe, como Jesus, os pobres, os doentes e os pecadores.
ABRE AS MÃOS e pensa nos que estão de mãos estendidas para ti, mãos famintas por um pedaço de pão, mãos carentes por um pouco de amor.
ABRE AS MÃOS e enxuga o pranto dos que choram sem consolo, machucados pelas crueldades da vida.
ABRE AS MÃOS e sê pródigo e generoso. Não sejas avaro e duro de coração.
ABRE AS MÃOS e joga fora as pedras com as quais poderias ferir teus irmãos.
ABRE AS MÃOS e recolhe o dedo acusador com o qual poderias incriminar teus semelhantes, com ou sem razão.
ABRE AS MÃOS para abençoar os outros, para levantar os caídos, para socorrer os cegos, os paralíticos e os leprosos de teus caminhos.
ABRE AS MÃOS e o coração, desce do teu jumento e sê um Samaritano para teus irmãos feridos pelos ladrões.
ABRE AS MÃOS e o coração e sê um Homem e uma Mulher de Esperança.
ABRE AS MÃOS, como Nossa Senhora das Graças. É assim que quero encontrar-te pelos caminhos da vida: de mãos abertas.
VIVAMOS todos de mãos abertas, de coração aberto, de alma aberta, de olhos abertos, porque é assim que está Deus nos olhando e abençoando todos os dias.
VIVAMOS todos de mãos e de corações abertos, porque assim está Nossa Senhora, nossa Mãe, nossa Advogada, nossa Intercessora, a Mulher da Solidariedade, ela que é NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS.
Amém.


Frei Neylor J. Tonin, frade franciscano

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

CONCEITOS EVANGÉLICOS E A CONDUTA ESPIRITA



A conduta espírita é baseada nos princípios Evangélicos acrescentados, para efeito de raciocínios, ou melhor, para abrir os horizontes do raciocínio, dos conceitos de reencarnação, do resgate (carma) e das comunicações com os espíritos.
O estudo dos Evangelhos é feito pelos espíritas de forma comparada. Estuda-se cada passagem importante, daquilo que Jesus ensinou em cada evangelista, considerando a capacidade de cada um, sempre usando a lógica, à sombra da fé raciocinada. Temos ainda o privilégio de receber as explicações dos Espíritos Superiores, como aconteceu no “Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec, sempre nos orientando no sentido do bem, do conhecimento e da caridade.
Com relação á reencarnação, outro conceito básico do Espiritismo, desperta-nos primeiro a esperança, pois não existe a “condenação eterna” de algumas outras religiões.
O homem sempre terá a oportunidade de começar de novo, aprendendo aquilo que não conseguir na vida anterior. Lógico que tudo anda para frente e, em termos de conhecimento, não existe regressão. Podemos parar, estacionar. Nunca regredir. Portanto, por pior proveito que possamos tirar de uma encarnação há sempre progresso, mesmo que seja aprendendo com os nossos erros.
Em todo programa reencarnatório, feito pelo próprio reencarnante ou feito pelos espíritos orientadores que nos auxiliam, visa-se sempre a evolução por melhor ou pior que sejam os resgates a serem feitos.
Os erros do passado serão resgatados até o último ceitil conforme está no Evangelho. Isto é, sempre realizado dentro da “família espiritual” ou seja, espíritos que se organizam para progredirem juntos. Portanto, devemos ter muito cuidado com os amigos e parentes, pois certamente constam do programa reencarnatório como forma de atenuar nossos erros.
Compete-nos colocar a Racionalidade e a Caridade suportando as dificuldades e sendo tolerantes com os erros dos outros. Aqui é sempre bom usarmos da nossa intuição que na verdade são nossos amigos do Plano Espiritual falando conosco através da nossa consciência.
Não nos esqueçamos sempre da prece, que também pode atenuar os nossos erros a serem resgatados e também é outra forma de comunicação com o Plano Superior. Sempre somos atendidos quando ela é sincera e brota do fundo da nossa alma. A melhor prece é aquela criada no momento, pois ela expressa o nosso verdadeiro sentimento. São superiores às fórmulas decoradas.
Na conduta do nosso dia-a-dia, como espíritas sabemos explicar com o Raciocínio desde o trivial até o excepcional, dentro das Leis de Ação e Reação. Assim, quando perguntados, devemos responder sem muito estender sobre a doutrina, para não sermos taxados de fanáticos; tomar cuidado porque poucos suportam a verdade e, portanto, fujam das discussões dogmáticas, elas para nós simplesmente não existem.
Pode ocorrer que as discussões se encaminhem para coisas inúteis como se “Jesus teve irmãos ou não”, etc; são questões que em nada mudam a Doutrina deixada pelo Mestre da Galiléia, portanto devemos evitar o academicismo dessas questões.
Ainda, com relação á conduta diária, não devemos negar que somos Espíritas; não devemos ter vergonha de sermos. Somos cristãos como tantos. Nós espíritas, nunca devemos tirar alguém, de forma forçada de sua religião. Cada um tem a religião que precisa ter. Se houver interesse, indique livros, cursos, palestras e deixe que o principiante adquira o prazer de descobrir as maravilhas da fé raciocinada, do “amai-vos e instrui-vos” como nos deixou como mandamento o Espírito de Verdade (o Paráclito).
Ser bom, em todas as situações da nossa vida, usar da alegria como forma de adquirir energia, consolar sempre os aflitos, são condições que caracterizam o cristão espírita.

Iran Rego
Médico cardiologista – espírita.
Membro da Academia Maçônica de Letras do Norte de Minas.

MENSAGEM DO DIA

"O mundo que nos cerca é muito misterioso, não revela seus segredos tão facilmente.
Enquanto você achar que é a coisa mais importante do mundo, não pode apreciar realmente o universo em volta de si, é como um cavalo com antolhos: só o que você vê é você separado de tudo o mais".

Dom Juan

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O PAPEL DA MEDIUNIDADE NA EDIFICAÇÃO CRISTÃ



Para compreendermos a Edificação Cristã, dentro da orientação espírita, temos que voltar no tempo, até onde se iniciou a preparação da“ Grande Vinda” de Jesus à Terra, encarnando no corpo de humilde carpinteiro.
Desde a “precipitação dos anjos maus” onde a promessa foi feita da vinda de Jesus, oriundos de planeta em torno da estrela Capela, os espíritos emigrados já tinham a promessa da Grande Vinda (vide o livro Exilados de Capela – FEB).
A preparação para a vinda de Jesus foi de milênios, desde pelo menos 4000 anos, iniciado o processo por Moisés. Em meados de 600 a 700 anos a.C. vários avatares precursores apareceram: Buda, Confúcio e outros, e daí a mais forte a presença de mensageiros precursores do Cristo no planeta. Várias doutrinas fragmentadas surgem, cada uma enfatizando uma virtude. Desde o culto à verdade de Lao Tse, o raciocínio da fé de Confúcio, à introspecção meditativa de Buda, as virtudes foram ensinadas no globo como preparação para a Grande Vinda.
A presença de Jesus é inconfundível com o selo do perdão e do amor.
O ponto inicial da vinda de Jesus é a marca da humanidade: a manjedoura, demonstração de que a sabedoria vem com a simplicidade. Simplicidade essa já cultivada pelo povo Essênio, demonstrando assim sua evolução própria de quem”prepara o caminho”.
Esse povo Judeu já prepara o ambiente para Jesus, modificando a própria raça tornando-a mais sensível; seus legisladores eram sábios e ficou famoso o juiz Hillel (200 anos a.C.) que preconizava: “O que não gostas para ti, não faças ao outro. Essa é a lei, o resto é comentário”.
A grande lição que Jesus nos deixa é a verdade e amor, mansidão e generosidade com todos os infortunados. Ensinou nos ambientes pobres e rudes, mostrando aos homens que a verdade dispensa a suntuosidade dos templos e dos areópagos. Pregando em praça pública, populariza a religião tornando-a acessível a todos e não somente a privilegiados sacerdotes.
É pena ver as palavras de Jesus serem estraçalhadas pela violência, praticadas em seu Santo Nome, em nome dos Seus ensinos de perdão e amor, massacrando esperanças em todos os corações, no dizer de Emmanuel em “ A Caminho da Luz”.
Porém acreditamos que nem tudo está perdido, já se percebe, nas diversas seitas cristãs, convergências animadoras que certamente se completarão neste milênio onde haverá transformações viscerais nos departamentos da vida, onde a dor completará as obras generosas da verdade.
A dor surge sempre que os homens repelem o amor em suas cogitações de progresso. Embora tudo pareça que os horizontes da Terra estão cheios de morte e destruição, não nos esqueçamos que a direção do planeta está nas mãos misericordiosas do Cordeiro. Cristo quando imolado na cruz, morre inocente, não lamenta e perdoa a todos, animando os primeiros cristãos, 12 apóstolos e 60 discípulos a percorrerem a Ásia Menor , Grécia, África, Gália e o império Romano falando de Jesus e da sua filosofia nova em que seus seguidores destacam a pureza de costumes, por conduta retilíneas e exemplar, diferente da corrupção da época.
A propagação acontece porque no Pentecostes os apóstolos são ungidos por várias especialidades mediúnicas como cura espiritual, exoglosia (falar em línguas estrangeiras), precognição, psicofonia, etc. As primeiras igrejas surgem ao pé de cada apóstolo ou de discípulos mais destacados como foi Barnabé. O domínio do mundo pelos romanos facilitou a propagação, pois não havia fronteiras, e o principal propagador era Paulo de Tarso, romano de nascimento. A doutrina era popular, das massas, e as armas eram o amor, a tolerância, a educação e o esclarecimento. A singeleza dos Evangelhos também foi a grande arma de propagação e sua redação definitiva em Grego foi presidida pelos mensageiros de Cristo, segundo nos conta Emmanuel. Apesar das dúvidas, das interferências, das más traduções, das “conveniências”, ficou a essência positiva da Doutrina. Não importa se essa ou aquela frase seja de João, Mateus, Lucas ou Marcos, o que importa é seu efeito como elemento de transformação para melhor, para o progresso, sublimando a fé.


IRAN RÊGO
Médico cardiologista- espírita
Membro da Academia Maçônica de Letras.

MENSAGEM PSICOGRAFADA



Neste momento estou muitíssimo feliz por Deus me permitir comunicar com vocês irmãos queridos.
Tanto tempo eu estou no plano espiritual, tenho tentado comunicar com alguns de meus familiares, mas ainda não era chegada a hora. 
Assim que aqui cheguei senti-me triste, com saudades de meus familiares que ai deixei.
Sofri muito, pois, não acreditava que havia vida após o desencarne; fui criado de uma forma que após a morte nos iríamos dormir até o juízo final, mas que mero engano. 
Sofri pesadelos horríveis, até que o meu querido avô Isaltino veio em meu socorro, ai começou o meu aprendizado, foi muito difícil, não conseguia aceitar a morte, queria voltar ao meu lar; rever meus parentes, falar com eles. 
Não entendia o porquê de tantas perguntas sem resposta.
Mas vovô Isaltino com seu carinho me auxiliou muito e hoje sou bem tranqüilo a ponto de poder receber em poucos dias meu filho querido que aqui se achegou. 
Hoje agradeço a Deus, ao amado mestre Jesus e posso dizer que graças ao nosso Pai celestial a vida continua.
Que Deus abençoe a todos!

Muita Paz.

do site Gotas de Paz

PENSAMENTO DE HOJE




Gosto de caminhar pelas trilhas do campo, pelas plantações de arroz ladeadas por gramíneas selvagens, pisando conscientemente o solo maravilhoso. Nessas horas, a existência se torna uma realidade miraculosa e misteriosa. Normalmente, as pessoas consideram um milagre caminhar sobre a água ou no ar. Mas eu acho que o verdadeiro milagre é caminhar no chão. Todos os dias nos envolvemos em milagres que sequer reconhecemos: o céu azul, as nuvens brancas, as folhas verdes, os olhos negros e curiosos de uma criança - nossos próprios olhos. Tudo é um milagre. 

Thich Nhat Hanh

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

“SAIR DO CORPO DURANTE O SONO. VOCÊ JÁ SE VIU FORA DO SEU CORPO?


Você já se viu fora do corpo físico? Você sabia que nós saímos do corpo físico quase todas as noites?
Quase todo mundo já teve pelo menos uma experiência de se ver fora do corpo físico. Ou de acordar e não conseguir voltar para o corpo físico, fenômeno conhecido como paralisia do sono ou catalepsia projetiva. Os mais adestrados na saída do corpo físico com consciência praticam a projeção consciente, também chamada de viagem astral.
Este é o tema deste vídeo, em que abordo essas experiências e oriento, brevemente, sobre como agir com elas e como tirar proveito desse fenômeno. Se preferir, leia o texto do vídeo logo abaixo:
Você já teve experiências fora do corpo físico? Eu já. Na verdade, todos nós temos, apenas não lembramos. Mas eu vou tratar das experiências de que nós lembramos, das experiências conscientes fora do corpo físico. Vou falar muito brevemente de três experiências: a catalepsia projetiva, também conhecida como paralisia do sono; o sonho lúcido; e a projeção consciente.
Catalepsia projetiva ou Paralisia do sono
Eu sofri muitos anos com a paralisia do sono. Uma experiência terrível. O mais irônico – ou trágico – da situação é que mesmo quando eu já tinha um razoável conhecimento do Espiritismo (e consequentemente dos fenômenos de desdobramento – ou de emancipação da alma, para ficar na expressão utilizada por Allan Kardec), mesmo assim eu tinha essa experiência e não percebia do que se tratava. Só depois de muitas experiências, algumas delas terríveis, é que eu fui me informar melhor sobre o que me acontecia.
O que é a paralisia do sono?
Paralisia do sono é um estado em que nós acordamos e percebemos que não conseguimos nos mexer. A ciência ortodoxa chama isso de paralisia do sono e atribui esse fenômeno exclusivamente a causas físicas. O pessoal que pratica a projeção consciente ou viagem astral chama esse fenômeno de catalepsia projetiva.
Talvez você já tenha experimentado: isso acontece geralmente ao amanhecer. Você acorda, tenta levantar, ou virar para o lado, e percebe que não consegue fazer nenhum movimento. Você está preso no seu corpo. É a mesma sensação de estar morto e preso ao corpo físico. Estamos conscientes, plenamente conscientes, mas sem domínio sobre o corpo, o corpo não nos obedece. Durante essa experiência é comum ouvirmos vozes, de uma ou de muitas pessoas; podemos ver espíritos ou apenas sentir a presença nítida de alguém; ouvirmos ruídos, chiados – mas a principal característica é estar preso ao corpo, sem movimento.
É normal que o corpo fique sem movimento quando dormimos, é uma defesa natural. O normal é que nós retomemos o movimento instantes antes de despertar. Mas eventualmente pode ocorrer de nós despertarmos e o corpo continuar paralisado.
O que provoca esse estado?
Poucas horas de sono, ou sono de má qualidade; preocupação excessiva; um acontecimento muito marcante – qualquer um desses fatores pode desencadear isso.
Como isso acontece?
O que nós sabemos é que muitos de nós se desdobram todas as noites, nós deixamos o corpo físico todas as noites. Saímos com o corpo astral. O corpo astral é o que modela o nosso corpo físico, os dois são duplicatas perfeitas em matéria diferente, em diferente densidade de matéria. Mas o nosso corpo astral tem todos os órgãos e funcionalidades que o nosso corpo físico tem. Quem conhece Nosso lar, seja o livro ou o filme, notou que André Luiz desencarnado tinha fome, tinha frio, a sua barba crescia, ele sentia os sintomas da doença que o levou a desencarnar – enfim.
Também é normal que quando nós nos desdobramos (quando nós nos afastamos do corpo físico com o corpo astral) é normal que nós assumamos um outro nível de consciência. Podemos assumir um estado de consciência mais expandido, ou podemos apresentar traços de personalidade que normalmente nós não apresentamos.
Quando nós estamos afetados por algum daqueles motivos que eu citei há pouco (má qualidade do sono, muita preocupação ou um evento marcante, traumático) nós ficamos oscilando entre dois níveis de consciência. Podemos estar parcialmente desdobrados, numa atividade qualquer, ou mesmo sem nenhuma atividade, e subitamente assumirmos a nossa consciência atual, ou seja, despertamos muito repentinamente, sem que o cérebro físico desative o estado natural de paralisia que experimentamos durante o sono. Na verdade nós estamos conscientes, mas utilizando o cérebro astral – o cérebro físico continua no estado de sono.
Quando nós tentamos nos mexer e não conseguimos (e quanto mais nos esforçamos mais difícil fica), aí é complicado. É muito comum que ateus e agnósticos orem para Deus ou para Jesus nessas horas. Rezam fervorosamente, pedindo socorro. Isso demonstra que eles estão oscilando entre dois estados de consciência, pois num outro nível de consciência eles não são ateus ou agnósticos.
Eu lembro que no meio dessas experiências eu me dava conta de que não ia conseguir me mexer sozinho, então o meu esforço já não era para tentar mexer o meu corpo – eu tentava fazer barulho para acordar quem estivesse por perto – normalmente a minha mulher. E eu me mexia, com o corpo astral, com muito esforço, e tocava nela, batia nela com o corpo astral para ver se ela acordava para daí me acordar – se tivesse Maria da Penha no astral eu estava ferrado…
Eu lembro que eu dava soco na parede para fazer barulho, e eu ouvia o barulho, só que o barulho era no astral. Tinha vezes que eu fazia tanto esforço que conseguia deslizar até o chão, tudo para chamar a atenção da minha mulher para ela me acordar.
Quando eu finalmente acordava eu percebia que eu não tinha me mexido quase nada, a minha mulher tinha acordado com os meus gemidos.
Quando finalmente eu me dei conta do que se tratava, eu fui perdendo o pavor dessas experiências. Aprendi que para despertar de vez basta mexer a ponta de um dedo, do pé ou da mão, é só manter a calma e fazer um movimento mínimo com a ponta de um dedo.
Logo que eu aprendi a manter a calma eu comecei a aproveitar essas ocasiões para sair do corpo – em vez de assumir o controle do corpo físico, eu assumia o controle do corpo astral. E em seguida, em vez de sofrer com essas experiências, eu passei a provocar esse tipo de experiência para sair do corpo com consciência, o que chamam de projeção consciente.
Para você que sofre com essas experiências: o negócio é manter a calma. Não existe nenhuma forma infalível de evitar a paralisia do sono. Há pessoas que apelam para remédios. Particularmente eu não acho que seja caso para medicação, mas a escolha é de cada um. O que eu aconselho é a aproveitar essa característica para aprender a projeção consciente. A saída do corpo físico com consciência pode ser muito útil para o nosso aprendizado.


Autor: Morel Felipe Wilkon

DEUS NÃO TEM PRESSA



Você já se deu conta de que Deus não tem pressa?
A pressa é um dos maiores males dos tempos modernos. É como se a Humanidade desejasse acelerar os acontecimentos num período de tempo muito curto.
E a educação das nossas crianças não foge à regra.
Quando nosso filho procede com infantilidade aos cinco anos de idade, por exemplo, dizemos: Por que não se comporta como um homenzinho?
Qualquer pessoa sensata sabe que ele não é um homenzinho. Mas queremos que a criança aja como adulto, não porque seja bom para ela, mas porque é conveniente para nós. Talvez não porque achemos isso certo, mas porque estamos impacientes.
Roubamos os nossos filhos quando os fazemos atravessar às pressas a infância. Também a nós logramos porque perdemos a oportunidade de nos deixar contagiar pela sua inocência, sua curiosidade espontânea, sua admiração natural, sua alegria sem restrições.
Muitas vezes, a nossa impaciência impede o desenvolvimento de grandes inteligências e de grandes almas, porque esquecemos de que a assimilação do bem é um processo lento.
Certa vez, um pai perguntou ao Diretor de uma Universidade se o Currículo Escolar não poderia ser simplificado para que seu filho pudesse ir por um caminho mais curto.
Sem dúvida, respondeu o educador. Tudo depende, porém, do que o senhor queira fazer do seu filho. Quando Deus quer fazer um carvalho, por exemplo, leva cem anos. Quando quer fazer uma abóbora, precisa apenas de três meses.
É comum nos esquecermos de que as engrenagens das nossas vidas estão interligadas com as do Criador. Assim sendo, como os dentes das engrenagens dos planos de Deus são mais fortes do que os das nossas, quando aceleramos mais que Deus, as nossas se quebram. E por essa razão, cansamo-nos, despedaçamo-nos.
A natureza nos oferece muitas indicações de que o nosso ritmo alucinado não é normal.
Quando saímos dos lugares superlotados, fugimos dos horários e andamos por entre as árvores que crescem devagar e as montanhas silenciosas que parecem estar sempre tranquilas, absorvemos um pouco da serenidade e da calma da natureza.
No entanto, não devemos confundir paciência com passividade, inércia, e esperar que tudo seja feito por nós. Paciência é determinação de começar cedo a empregar o tempo para realizar coisas úteis.
A melhor ilustração de tudo isso pode ser o caso da menina que disse à mãe, logo depois que uma senhora de cabelos brancos saiu de sua casa: Se eu pudesse ser uma velha assim, tão simpática e tão boazinha, não me importaria de envelhecer.
Está muito bem, respondeu a mãe. Se você quer ser uma velha assim, convém começar desde já, pois ela não ficou assim às pressas.
* * *
O Sol leva todo o tempo que lhe é necessário para nascer e se pôr. Não é possível apressá-lo.
O gelo no lago se derreterá quando a temperatura do ar for apropriada.
As aves migratórias chegarão e partirão quando estiverem prontas para isso.
Até as invenções, sobre as quais o homem aparentemente exerce absoluto controle, só chegam no tempo próprio, quando a oportunidade amadureceu e a cultura está pronta para recebê-las.
Uma vez mais o Mestre de Nazaré tinha razão ao dizer: Primeiro a erva, depois a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga.
Quis com isso dizer que tudo vem a seu tempo, sem pressa nem desespero.
Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita

PENSAMENTO DE HOJE


"Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros." 

(Confúcio)

MENSAGEM DO DIA


"Quando encontramos satisfação em servir aos outros, ficamos plenos do espírito de vida e vemos as coisas como são, tendo a calma no coração. 
Assim, podemos atingir um estado em que o espírito fica interiormente preservado e o corpo saudável. Com o espírito pleno, o intelecto sábio, as decisões são tomadas com habilidade e as reações são espontâneas. 
Assim sendo, a energia vital fica fortalecida e multiplicada, favorecendo a saúde e a longevidade do corpo". 

Wang Ji Wu

domingo, 19 de novembro de 2017

AS ALMAS QUE SE AMAM SE ENCONTRAM NA ESPIRITUALIDADE? ”



Na espiritualidade o sentimento é claro, de uma força e suavidade que mostram o que existe entre os espíritos que o sentem. Tanto mais fácil perceber este elo afetivo, quanto mais desenvolvido moral e espiritualmente é o espírito. Já durante a encarnação, há uma limitação imposta pelo esquecimento do passado, uma vantagem que Deus nos proporcionou para que o livre-arbítrio fosse pleno em nós. Quando encarnamos esquecemos do passado, e deixamos adormecidas lembranças e sentimentos. Se duas almas que se amam se encontram, talvez não venham a perceber imediatamente a importância real de uma na vida da outra, mas sentirão empatia, simpatia ímpar e profunda, o que as faz pender para a pessoa que acabaram de conhecer na nova encarnação. O reconhecimento de um amor de milênios pode ser forte e imediato, mas em geral, para nos facilitar a vida, surge doce e suave, lenta e profundamente.
O fato de duas almas terem aprendido a amar-se e que se procuram para continuar juntas sua jornada – encontrarem-se na encarnação, não significa necessariamente que devam ficar juntas, enquanto a experiência terrena estiver em andamento. Há reencontros que acontecem para que formem família, exemplifiquem o sentimento, evoluindo e dando, uma à outra, força nas provas, expiações e missões que vieram cumprir. É bem comum também que afetos verdadeiros não se encontrem, que estejam, cada um, vivendo experiências com outras almas, de modo a ampliar os laços do amor fraternal. Neste caso, costumam aliviar a saudade através de visitas em espírito (sonhos).
Há ainda outra possibilidade, em geral prova bem difícil por exigir o mais amplo sentimento de resignação, coragem e amor ao próximo: duas almas encontrarem-se, reconhecerem-se, amarem-se e não poderem ficar juntas porque já estão comprometidas com outras pessoas e famílias.
E porque Deus faria isso?
 Deus não fez. As próprias almas pediram esta prova como exercício expiatório e prova de resistência de suas más tendências, em geral, o egoísmo.
Imaginemos…
Duas almas aprendem a se amar; almas gêmeas que se tornam, escolhem experiências que irão fazê-las evoluir. Espíritos ainda em progresso, possuem defeitos morais que estão trabalhando nas existências. Nascem juntas, separadas, na mesma família, em outras, entre amigos ou inimigos. Entre tantas vidas, numa optam por temporariamente (o que são os anos de uma encarnação perante a imortalidade?) por encarnarem separadas. Casam-se com outras pessoas, formam famílias. Mas um dia encontram-se. Reconhecem-se. O amor ressurge. Seus compromissos espirituais são logo esquecidos, desejam-se. Eles deveriam resistir à tentação de trair, de abandonar os companheiros, os filhos, os compromissos, construindo falsa felicidade sobre lágrimas alheias. No entanto cedem. Traem, abandonam, fogem… não importa. Querem ser felizes e isso lhes basta. É o egoísmo e a falta de fé no futuro, que lhes dirige a ação.
Mas não há real felicidade senão a conquistada no direito e na justiça. Se vencerem a tentação de fazer o que citamos, terão no futuro o mérito de estar uma com a outra. Se se deixam arrastar pelas paixões, estarão fadadas a novos afastamentos, lições dolorosas.
Escolhem esta experiência porque a visão que têm na espiritualidade é diferente da limitada visão da encarnação. Melhor abrir temporariamente mão da presença amada, já que o afeto não se esvai na ausência, do que abrir mão de estarem juntos em várias vidas e seus intervalos. Sendo o egoísmo o único motivador (e não o amor) da escolha de ficarem juntos a qualquer preço, constrói-se sólido castelo sobre a areia das ilusões. Fatalmente ele desmoronará, e será preciso reconstruí-lo.


Fonte:www.espiritbook.com.br  
www.espiritbook.com.br/
fonte espiritismoerazao

MENSAGEM DO DIA



Cego: É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. 
Surdo: É aquele que não tem tempo para ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no final do mês.
Mudo: é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Mário Quintana

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

CONCEITOS ESPÍRITAS




Vale a pena recordarmos alguns conceitos do Espiritismo, principalmente para que aqueles, que têm curiosidade a respeito dessa Nova Doutrina, possam diferenciá-la de outras doutrinas Cristãs e também para aqueles que ainda discriminam a religião que representa uma nova era para a humanidade.
Deus é para nós a Inteligência Suprema do Universo e a causa primeira de todas as coisas. Jesus é o nosso Mestre, Guia e Modelo dando-nos os caminhos a seguir para alcançarmos com eficiência o progresso, a fim de galgarmos um bom lugar no Plano Espiritual, que é a verdadeira vida. Allan Kardec é a base fundamental da Doutrina que a recebeu dos Espíritos Superiores, comandados pelo Paráclito, Espírito de Verdade. Portanto é o nosso professor.
Espiritismo é o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Veremos nessas obras, que o 
Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal, que nos traz conhecimentos das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra.
Revela-nos conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida. Revela o que somos, de onde viemos, para onde vamos e principalmente, qual é o nosso objetivo em viver, na maioria das vezes com dor e sofrimento. São conceitos que abrangem aspectos fundamentais da existência, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional e social.
Como principais ensinos temos a destacar que: o Universo é criação de Deus e que abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais. Ensina que além do mundo corporal, que é a habitação dos Espíritos encarnados – os homens- existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados. Ensina que no Universo há vários mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução, iguais ou mais evoluídos e menos evoluídos que os homens terrestres. É como disse Jesus: “A casa do meu Pai tem muitas moradas”.
O Espírito é o ser inteligente da Criação e são criados simples e ignorantes, para evoluírem intelectual e moralmente, passando de uma ordem mais inferior para uma ordem mais elevada, até á perfeição, onde gozam de inalterável felicidade. Essa evolução se dará segundo o Livre Arbítrio de cada um, segundo as encarnações sucessivas e preservando sua individualidade eternamente apesar de viverem em corpos diferentes em cada encarnação.
As relações dos Espíritos com os homens sempre existiram e são constantes. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro. Temos que estar atentos para seguir o que Jesus nos ensinou e exemplificou como expressão mais pura da Lei de Deus. A moral do Cristo, contida nos Evangelhos, é o roteiro para a evolução segura de todos nós, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos, e deve, ou deveria, constituir o objetivo a ser atingido por toda a humanidade.
O Espiritismo adota a prece como um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a ideia da existência do Criador. Ela, a prece, torna o homem melhor, pois faz forte todos nós, contra as tentações do mal. Deus nos envia bons Espíritos para nos assistir.
Toda prática Espírita é gratuita, é totalmente proibido arrecadar dinheiro de qualquer forma. A manutenção é feita por pequenas doações para cobrir despesas com água, luz e impostos. A prática Espírita é realizada com simplicidade, organizada em grupos de estudo, sem pastores, sem rituais, sem quaisquer objetos que possam desviar a principal ligação do espírita com Deus e com os Espíritos desencarnados: o pensamento.
E finalmente temos que enfatizar que o Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, praticamos a religião que precisamos ter. Valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha para a confraternização e pela paz entre todos os povos e entre os homens, independente de cor, raça, nacionalidade, crença, nível cultural e social. É como diz o nosso professor Allan Kardec: “Fé inabalável é aquela que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade”.

IRAN RÊGO*
*Médico cardiologista – espírita
Membro da Academia Maçônica Letras.
.

MENSAGEM DO DIA


Religião é uma jornada para dentro, e a meditação é o caminho. 
O que a meditação realmente faz é levar você, a sua consciência, tão profundamente quanto possível. Até mesmo seu próprio corpo torna-se algo exterior. Até mesmo seu próprio coração – que está muito perto do centro do seu ser – torna-se algo exterior. 

Quando o seu corpo, mente, coração, todos os três, são vistos como exteriores, você chegou ao verdadeiro centro de sua existência. 

Osho

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

DEUS TE AMA


Deus te dará somente aquilo que é melhor e que te fará bem. Continue a ter fé mesmo que as respostas de suas orações sejam um NÃO. Isso demonstra que você ama a Deus e não suas bênçãos. Não determine, não exija, não faça campanhas que visam forçar Deus a fazer qualquer coisa em seu favor. Isso não é atitude de Cristão! Deus não se deixa manipular! Jesus está contigo e te ama.

do site Gotas de Paz

“A REENCARNAÇÃO DOS SUICIDAS! EM QUE CONDIÇÕES RETORNAM À VIDA? ”


Nair Bello – Chico, um filho excepcional é um carma, uma prova para os pais?
Chico Xavier – Nair, a criança excepcional sempre me impressionou pelo sofrimento de que ela é portadora , não somente em se tratando dela mesma, mas, também, dos pais e isso tem sido o tema de várias conversações minhas com nosso Emmanuel, que é o guia espiritual de nossas tarefas, e ele, então, diz que, regra geral, a criança excepcional é o suicida reencarnado, reencarnado depois de um suicídio recente, porque a pessoa quando pensa que se aniquila, está apenas estragando ou perdendo a roupa que a Providência Divina permite de que ela se sirva durante a existência, que é o corpo físico.
A verdade é que ela em si é um corpo espiritual; então, os remanescentes do suicídio acompanham a criatura que praticou a autodestruição para a vida do Mais Além.
Lá ela se demora algum tempo amparada por amigos que toda criatura tem, afeições por toda parte, mas volta à Terra com os remanescentes que ela levou daqui mesmo, após o suicídio.
Se uma pessoa espatifou o crânio e se o projétil atingiu o centro da fala, ela volta com a mudez. Se atingiu apenas o centro da visão, ela volta cega, mas se atingiu determinadas regiões mais complexas do cérebro, ela vem em plena idiotia e aí os centros fisiológicos não funcionam.
A Endocrinologia teria de fazer um capítulo especial para estudar uma criança surda, muda, cega, paralítica, porque aí a criatura feriu a vida no santuário da vida que é a parte mais delicada do cérebro.
Se ela suicidou-se, mergulhando-se em águas profundas, ela vem com a disposição para o enfisema, um enfisema infantil ou da mocidade, ou dos primeiros dias da vida.
Se ela, por exemplo, se enforcou, ela vem com a paraplegia, depois de uma simples queda que toda criança cai do colo da ama, do colo da mãezinha; então, quando o processo é de enforcamento, a vértebra que foi deslocada, no enforcamento, vem mais fraca e, numa simples queda, a criança é acometida pela paraplegia.
E nós vamos por aí.
Outras crianças que vêm completamente perturbadas; a esquizofrenia, por exemplo, diz-se que é o suicídio, depois do homicídio. O complexo de culpa adquire dimensões tamanhas que o quimismo do cérebro se modifica e vem a esquizofrenia como uma doença verificável, porque através dos líquidos expelidos pelo corpo é possível detectar os princípios da esquizofrenia. Mas a esquizofrenia é o homicida que se fez suicida, porque o complexo de culpa é tão grande, o remorso é tão terrível que aquilo se reflete na própria vida física da criatura durante algum tempo.


Fonte: Entrevista de Chico Xavier ao Programa de Hebe Camargo, com a participação de Nair Bello. TV Bandeirantes, 20 de dezembro de 1985.
Livro – Jesus em Nós. Pelo espírito Emmanuel / psicografia de Chico Xavier – editora Geem.

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