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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O PAPEL DA MEDIUNIDADE NA EDIFICAÇÃO CRISTÃ



Para compreendermos a Edificação Cristã, dentro da orientação espírita, temos que voltar no tempo, até onde se iniciou a preparação da“ Grande Vinda” de Jesus à Terra, encarnando no corpo de humilde carpinteiro.
Desde a “precipitação dos anjos maus” onde a promessa foi feita da vinda de Jesus, oriundos de planeta em torno da estrela Capela, os espíritos emigrados já tinham a promessa da Grande Vinda (vide o livro Exilados de Capela – FEB).
A preparação para a vinda de Jesus foi de milênios, desde pelo menos 4000 anos, iniciado o processo por Moisés. Em meados de 600 a 700 anos a.C. vários avatares precursores apareceram: Buda, Confúcio e outros, e daí a mais forte a presença de mensageiros precursores do Cristo no planeta. Várias doutrinas fragmentadas surgem, cada uma enfatizando uma virtude. Desde o culto à verdade de Lao Tse, o raciocínio da fé de Confúcio, à introspecção meditativa de Buda, as virtudes foram ensinadas no globo como preparação para a Grande Vinda.
A presença de Jesus é inconfundível com o selo do perdão e do amor.
O ponto inicial da vinda de Jesus é a marca da humanidade: a manjedoura, demonstração de que a sabedoria vem com a simplicidade. Simplicidade essa já cultivada pelo povo Essênio, demonstrando assim sua evolução própria de quem”prepara o caminho”.
Esse povo Judeu já prepara o ambiente para Jesus, modificando a própria raça tornando-a mais sensível; seus legisladores eram sábios e ficou famoso o juiz Hillel (200 anos a.C.) que preconizava: “O que não gostas para ti, não faças ao outro. Essa é a lei, o resto é comentário”.
A grande lição que Jesus nos deixa é a verdade e amor, mansidão e generosidade com todos os infortunados. Ensinou nos ambientes pobres e rudes, mostrando aos homens que a verdade dispensa a suntuosidade dos templos e dos areópagos. Pregando em praça pública, populariza a religião tornando-a acessível a todos e não somente a privilegiados sacerdotes.
É pena ver as palavras de Jesus serem estraçalhadas pela violência, praticadas em seu Santo Nome, em nome dos Seus ensinos de perdão e amor, massacrando esperanças em todos os corações, no dizer de Emmanuel em “ A Caminho da Luz”.
Porém acreditamos que nem tudo está perdido, já se percebe, nas diversas seitas cristãs, convergências animadoras que certamente se completarão neste milênio onde haverá transformações viscerais nos departamentos da vida, onde a dor completará as obras generosas da verdade.
A dor surge sempre que os homens repelem o amor em suas cogitações de progresso. Embora tudo pareça que os horizontes da Terra estão cheios de morte e destruição, não nos esqueçamos que a direção do planeta está nas mãos misericordiosas do Cordeiro. Cristo quando imolado na cruz, morre inocente, não lamenta e perdoa a todos, animando os primeiros cristãos, 12 apóstolos e 60 discípulos a percorrerem a Ásia Menor , Grécia, África, Gália e o império Romano falando de Jesus e da sua filosofia nova em que seus seguidores destacam a pureza de costumes, por conduta retilíneas e exemplar, diferente da corrupção da época.
A propagação acontece porque no Pentecostes os apóstolos são ungidos por várias especialidades mediúnicas como cura espiritual, exoglosia (falar em línguas estrangeiras), precognição, psicofonia, etc. As primeiras igrejas surgem ao pé de cada apóstolo ou de discípulos mais destacados como foi Barnabé. O domínio do mundo pelos romanos facilitou a propagação, pois não havia fronteiras, e o principal propagador era Paulo de Tarso, romano de nascimento. A doutrina era popular, das massas, e as armas eram o amor, a tolerância, a educação e o esclarecimento. A singeleza dos Evangelhos também foi a grande arma de propagação e sua redação definitiva em Grego foi presidida pelos mensageiros de Cristo, segundo nos conta Emmanuel. Apesar das dúvidas, das interferências, das más traduções, das “conveniências”, ficou a essência positiva da Doutrina. Não importa se essa ou aquela frase seja de João, Mateus, Lucas ou Marcos, o que importa é seu efeito como elemento de transformação para melhor, para o progresso, sublimando a fé.


IRAN RÊGO
Médico cardiologista- espírita
Membro da Academia Maçônica de Letras.

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