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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

ORIGEM DAS RELIGIÕES E DA ESPIRITUALIDADE- Parte I



Desde que o homem atingiu o seu estágio de inteligência, percebendo que não pode existir por si só, procura um Deus e tenta representá-lo. Usa astros (sol, lua e etc..), usa animais (cobra, urso, vaca, etc...) tornando-os “sagrados”, portanto deuses. Surge assim a primeira das religiões o Totenismo.
O Totemismo representa um Deus “impessoal”, podendo santificar o cabelo, o sangue, o coração e outros órgãos. Surgem os Tabus (proibições) e o Mana (força espiritual) essa última percorre todas as religiões. Começam as “iniciações” com finalidade de impor valores positivos ou negativos (tabus), surgindo assim os rituais, sacrifícios, imagens (totens), etc... Nessa época o mundo era povoado por tribos ou clãs que adotavam símbolos (patuás), cada clã ou tribo com seus símbolos e rituais, geralmente Ritos Miméticos (semelhantes produz semelhantes, ex: para “chamar” chuva, faz-se cerimonial com a água). Muito dos tabus e rituais persistem nas religiões de hoje.
Animismo já é uma evolução do Totenismo, surge a idéia do Espírito análogo do homem, surge o fetichismo e as coisas encantadas.
No Animismo pode-se identificar três estágios bem distintos: Estágio Teológico: inicia com o Politeísmo e depois Monoteísmo. Estágio Metapsíquico: É o Metapsiquismo gerando sensitividade e o terceiro estágio chamado de Estágio Positivo que é o Positivismo.
Nessa época surge também a concepção da alma ligada ao corpo e a partes do corpo (pertenças) daí o cuidado com os cabelos, unhas, etc... e o uso desses pertenças nos rituais e religiões (órgãos fálicos, coração, etc...) Pode haver sobrevida e não a imortalidade do espírito. Surge o conceito das reencarnações.
Fatos importantes do animismo primitivo: Importância dos sonhos; Manas(forças espirituais); Magia imitativa – água produz água, Magia Simpática – imagem ( vodu) e Contagiosa – pertenças. Amuletos – Talismãs ligados a divindade (confunde-se com patuás). É aqui que aparecem os Xamãs com rituais de transe
espontâneo ou provocado por drogas (chás, frutas, etc...). Aparecem as lendas místicas ou Mitos
As principais religiões surgem principalmente pelo “Culto dos Mortos” uma consequência do Animismo. Dos “primórdios” passamos para o Egito e os Celtas como os primeiros povos com religião bem definida, no conceito moderno. Os Egípcios vivem pela morte e os celtas fizeram (e fazem ainda) rituais específicos para a morte.
A imortalidade surge muito forte em todas as religiões, com raras exceções, e se torna o substrato primário das religiões antigas e modernas. Dois terços da humanidade hoje, acreditam na reencarnação.
Na religião no Egito (4000 a.C.): Surgem: Juízo final, de Oziris, a moral religiosa e o monoteísmo (Faraó Amenófis IV).
Na Índia: Aparecem a trindade divina, os livros sagrados, as religiões atéias (Budismo e Jainismo), o conceito do carma e a virtude do meio com Buda.
Na China: se enfatiza o culto aos ancestrais (Sínicos), a prece (Confúcio), a moral pacifista, e o conceito Taoista de que tudo é equilíbrio.
No Japão: espíritos errantes (Xintoísmo), e o culto á higiene (Xintoísmo).
O Judaísmo, religião dos Hebreus (Hibri = pessoas do além) é composta por 12 tribos que formando clãs, com deveres religiosos próprios. Na época de Jesus já se dividiam em 23 seitas sendo as principais, os Fariseus (reencarnacionistas), os Saduceus, os Essênios (reencarnacionistas), os Hebreus (fundamentalistas) e os Zelotes (João Batista). O livro sagrado é o Pentateuco (antigo testamento). No início eram Animistas, depois passaram a Monoteístas e acreditam na vida após a morte, exceto os Saduceus, e acham que os mortos adquirem sabedoria sobre-humana. Iavé é o Deus nacionalista, guerreiro, parcial e punitivo.
Os Essênios é a mais importante seita judaica em termos de filosofia, viviam há 200 a.C. como comunistas perfeitos, viviam da agricultura e da pesca; não comercializavam (não tinham moeda), não possuíam artesão de armas (não caçavam com armas), não possuíam escravos. Eram livres e iguais. “O que não gosta para ti, não o faças a teu próximo” dizia Hillel, o maior dos juizes Essênios, esta era a Lei, o resto é comentário dizia.
O Islamismo (700 d.C.), fundada pelo profeta Maomé; religião que deveria ser revelada pelo anjo Gabriel através de Maomé que era analfabeto e que ditou (psicofonia?) os versículos ao sobrinho Ali e ao escravo Zeid Tabet (esse cristão). São Monoteístas (Alá), espiritistas (Djinn), acreditam em juízo final, Céu e Inferno, na prece e caridade e no fatalismo (Makbuq!) – estava escrito! Dividem-se em Sunitas (90%), Xiitas, Sufistas, Babistas, etc...
O Cristianismo, revelado por Jesus, Doutrina do amor e do perdão. São compostos pelos Católicos, Ortodoxos, Coptas, Protestantes (Luteranos, Calvinistas, Pentecostais) e Espíritas. O Espiritismo é a única religião cristã reencarnacionista e é uma religião revelada pelos Espíritos Superiores através da codificação de Allan Kardec.
Podemos fazer as seguintes conclusões: Primeiro que todas as religiões adotam conceitos de outras; segundo, houve preparação para a vinda de Jesus, através de avatares e missionários de diversas crenças; terceiro, as religiões introduziram as preocupações morais e quarto, todas levam a bem-aventurança.
Qual o momento da criação da alma (ou espírito)? Toda religião faz esta pergunta, mas embora saibamos não ser importante, (o importante é que todo homem tem um espírito), há especulações: São Tomás de Aquino diz que é imediatamente antes da concepção. Padre Orígenes (grande teólogo católico) afirma que o espírito preexiste. Os Espíritas ensinam que o espírito é criado por Deus, rude e ignorante, e que está sujeito às leis da evolução, mas não sabem quando foi criado.

Iran Rego
Médico Cardiologista – espírita.
Membro da Academia Maçônica de Letras.

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