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domingo, 3 de dezembro de 2017

A LÓGICA E A CIÊNCIA RELIGIOSA



Desde os primórdios das religiões, iniciando com o Totemismo, alcançando as religiões anímicas até as bem definidas, reveladas ou não, assistimos a um desenrolar de situações ilógicas dentro de cada crença.
Cada conceito chega até onde a razão comporta, porém não aguenta, na maioria das vezes, um questionamento racional, daí a necessidade dos “mistérios” e dos “dogmas” que acompanham diversas religiões.
Das religiões antigas, só o confucionismo, de 600 anos a. C. impregna a sua crença de um positivismo lógico onde o homem e as coisas humanas são o que importa nas religiões. Iniciou-se o raciocínio religioso no qual se deve “ Fazer o Bem pelo Bem” e a “Justiça pela Justiça” sem subterfúgios chantagistas para com a Divindade.
Já nas religiões ditas modernas (d.C.) somente o Espiritismo convoca o homem ao raciocínio para chegar às conclusões religiosas. Allan Kardec, o codificador, inicia sempre os seus Livros Básicos com um alerta em forma de conceito: “Fé inabalável é aquela que sempre pode encarar a razão frente a frente, em todas as épocas da humanidade”.
Nisso já se extrapola que, no seu rigor científico, o Grande Professor Kardec já coloca o raciocínio como crivo permanente para exercer um controle rigoroso nos seus estudos, que culminaram no Livro dos Espíritos (obra básica do Espiritismo ).
Professor da Universidade de Paris, poliglota, astrofísico, e cientista em metapsíquica, Kardec não se deixava levar nunca pela simples impressão. Checava todas as informações que recebia do Plano Espiritual, esmiuçando cada dúvida com perguntas inteligentes e as vezes até capciosas, sempre na boa intenção de esclarecer sem magoar. Também nas experiências práticas, junto a outros cientistas como Aksakof (1884), desenvolve os fenômenos de Telecinésia (ação mecânica), de Criptestesia
(conhecimento), de Ectoplasmia (formação de objetos), sempre preocupado com a lógica das informações e do raciocínio, procurando explicar o porquê desses fenômenos sem envolver “mistérios” e “dogmas”.
Allan Kardec, nesse mister, preconizava: “Se a religião diz uma coisa e a ciência outra, fique com a ciência”. Como podemos ver, nunca houve da parte do Codificador a intenção ou a vontade de se “fazer” uma religião.
A partir daí vários conceitos são modificados, como o próprio conceito de Deus que de Entidade terrível, vingativa, que condena eternamente seus próprios filhos, surge um Deus Misericordioso, criador do Livre Arbítrio, que dota os homens com as novas armas da salvação: as boas ações, não importando qual é a sua religião.
Outros novos conceitos vão surgindo como o do novo homem. Agora dotado de corpo físico, perispírito e espírito. Mudança de definição que coloca a ciência dentro da “humanização”, de forma a poder explicar toda a fenomenologia que envolve o ser humano, mostrando que o “próprio milagre” pode ser explicado dentro da ciência, desde que se conheçam as leis do Plano Espiritual.
Outro conceito colocado de forma evidente e que é a base do Espiritismo é o das “reencarnações sucessivas”, como forma de evolução. Baseado nesta descoberta a própria Bíblia passa a ter mais lógica aos olhos dos estudiosos. Diga-se de passagem, que, somente no Novo Testamento, 45 vezes cita-se a reencarnação e, de forma mais evidente leia Mateus 17:10, João 3:3 e Mateus 11:14, onde somente o leitor desavisado não vê ali o conceito reencarnatório. À medida que a ciência evolui, os próprios conceitos espíritas ganham força. O entrelace é evidente, e como exemplo, basta citar os estudos hipnóticos regressivos, onde psiquiatras de renome e respeito internacional, como Brian Weiss, confirmam a existência das encarnações sucessivas, como forma de aprendizado e de evolução, nos livros “Muitas Vidas, Muitos Mestres” e “Almas Gêmeas”. Assim, as barreiras dos irracionais dogmas caem sucessivamente diante do raciocínio científico, que provou Kardec, é possível andar junto com a religião: “As ideias espíritas caminham, par a par com a ciência”.

IRAN RÊGO
Médico Cardiologista – Espírita – Membro da Academia Maçônica de Letras

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