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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

VISÃO ESPÍRITA DAS BOAS AÇÕES


Certo é que há uma enormidade de religiões no mundo; cerca de oito mil. Dentro do próprio Cristianismo, inúmeras são as crenças baseadas nos Evangelhos, de todo o tipo de racionalidade. Umas enfatizando os procedimentos exteriores, se perdendo em longos e 
complicados rituais, outras se apegando a frieza das letras escritas de forma até discutida pelos estudiosos segundo a pureza original. 
Assim caminhamos nessa verdadeira floresta de religiões “salvadoras” que nada salvam se não houver a reforma íntima de cada ser humano. 
É certo que as religiões constituem um freio aos maus 
ímpetos do homem, mas hoje somente isto não é bastante para satisfazer a ânsia de saber da humanidade. 
Sentimos que a todo instante maior é a necessidade de se explicar... de forma a convencer o intelecto dos humanos. Então para que servem as religiões? Acredito que muito pouco servem se não houver mudança de atitudes, de ações. “O que salva o homem são as suas ações” principalmente no campo da Caridade Evangélica dentro do conceito: 
“que não saiba sua mão esquerda o que fez a direita”. 
Mesmo assim, o espírita deve respeitar toda religião. Cada homem adota a religião que corresponde a sua condição evolutiva e também à idade do seu espírito. Portanto, toda religião é necessária à medida que promove a reforma do ser humano. 
A escritora espírita Mônica Brandão afirma: “Premente se faz a necessidade de respeito à religião alheia”. 
Muitas vezes, por termos encontrado o caminho na doutrina, desprezamos e discriminamos as demais religiões. Não nos esqueçamos, os que subordinados às leis de evolução, se afeiçoam às nossas inerências 
peculiares segundo a regência da afinidade e do entendimento. 
Não se exige do índio compreensão das leis físicas ou da Teoria da Relatividade. Tudo se encaixa a seu tempo. Os espíritos e a humanidade não têm como escapar da evolução. O caminho evolutivo é inevitável e para cada nível de crescimento há uma religião que será 
responsável pelo afloramento da responsabilidade e do amor em Cristo em cada consciência. 
Cito novamente a escritora Mônica Brandão: “Irmãos 
cristalizados na rebeldia e no início em grau mais forte, são reconduzidos à seara do Senhor e à retidão, pelo formão de um instituto religioso rígido, sem conhecimentos científicos, entretanto, baseado no Evangelho de Jesus. Erros de doutrina são restritos aos comportamentos do homem. 
Jesus espera de nós serviço em silêncio, compreensão e amor; não discussões inúteis onde olvidamos o “não julgueis” e nos dispomos a lutas angustiosas de crença”. 
É certo que a religião é caminho de luz e condução para 
ventura, mas o seu fundo real é a instauração do código divino e da lei universal de amor no tribunal da consciência. 
Sejamos como “os simples” que sob a Tutela do Divino Poder reconhecem que além da esfera obscura de razão física resplandece o templo soberano e invisível do Mestre no qual recolhe os servidores fieis, 
sem deter-se na cor ou no feitio de suas roupas. 
Acima do separatismo infeliz há uma Igreja Augusta e Livre, na vida espiritual, que é acolhedora mãe de todos nós, como cita Paulo de Tarso em Gálatas 4:26 : “Mas a Jerusalém que é de cima, é livre, a qual é 
mãe de todos nós”. 
No livro Espiritismo e Evolução, a escritora já citada, coloca esses conceitos excelentemente desenvolvidos e nossa opinião não reluta em afirmar: a grande religião é o próprio Homem quando visto dentro do 
contexto de sua evolução no eterno caminhar da humanidade. Espero que cada um possa arrastar no vácuo provocado pelo seu desempenho, outros 
irmãos, pelo menos os mais próximos, a família, os discípulos, os amigos e todos que possam, mesmo que seja apenas, distinguir o bem do mal. 

Iran Rego
Médico cardiologista – espírita 
Membro da Academia Maçônica de Letras.

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