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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

POR QUE SOFREMOS?


Essa é uma boa pergunta. 
Se eu sou uma Alma, feito à imagem e semelhança de Deus, como garantem as sagradas escrituras, então eu sou perfeito. Ora, a imagem e semelhança de Deus é a perfeição.
Então, assim sendo, como é que eu vim parar numa situação tão repleta de conflitos, desafios, divergências, cheia de problemas de todos os tipos, doenças, desentendimentos, luta inglória pela sobrevivência ?
Tudo isso não faz sentido algum e nos lança num oceano de dúvida, insegurança, confusão que parece não ter fim. Na busca de respostas para toda essa instabilidade existencial nossa mente analítica fica racionalizando quais seriam as soluções e as saídas para nossa existência.
Bem, aí é que começam todos os nossos problemas; na mente analítica.
Para que pudéssemos expressar o nosso amor livremente para Deus, e é exatamente essa a "Lila" divina ( esse sonho do criador, essa brincadeira cósmica, esse passatempo celestial que consta como motivação primordial em todas as escrituras sagradas), foi garantido às almas encarnantes, doses de liberdade para que pudessem expressar esse amor expandido. Todas as religiões universais têm como seus princípios fundamentais dois mandamentos básicos:
1- Amar à Deus sobre todas as coisas
2- Amar ao próximo como a si mesmo.
Portanto, compartilhar amor é a base da criação, ou, em outras palavras, a criação é um ato de amor.
Quando Deus criou as almas e as acolheu em seu oceano de bem aventurança, ananda, Ele iniciou uma arquitetura fantástica onde essas almas pudessem expressar o seu amor livremente. Naquele oceano de bem aventurança divino era impossível isso acontecer porque lá só havia luz e nenhuma sombra. No útero da Mãe divina não pode haver sombra, tudo é resplandecência e luminosidade.
Então, Deus ( segundo as escrituras) começa a engendrar um universo ( os versos no uno, a diversidade na unidade) onde fosse possível a dualidade, porque na unidade não há liberdade, ou, em outras palavras, na essência de Deus só há luz e não sombra. A dualidade é luz e sombra. Liberdade é luz e sombras coexistindo. Só assim podemos escolher entre as polaridades.
Amar a Deus livremente significa que podemos não amá-lo livremente também.
Para que fosse possível essa escolha era necessário a criação de um plano de dualidade, coisa que não existia no seio divino. Então, segundo as escrituras, Deus começa a criar um universo onde a dualidade fosse possível. Cria primeiramente um plano causal ( de idéias, pensamentos), muito sutil onde a dualidade é impossível, continua "densificando " a sua criação e cria um plano astral ( de imagens, desejos e sentimentos), muito sutil ainda, continua com a criação de um plano etérico (de emoções e percepções) onde há energia em seu estado mais puro ( e portanto ainda bastante sutil) e finalmente densificando extremamente o fluxo cósmico, acaba por criar o plano da matéria ( o mais denso da criação ). Agora sim, neste plano de densidade máxima ( energia é matéria descongelada ou matéria é energia condensada, como dizia Einstein) é possível a dualidade, luz e sombras, positivo e negativo, elétrico e magnético, feminino e masculino.
E, neste cenário incrível as almas são convidadas a experimentar essa dimensão da dualidade para que possam cumprir o "sonho" do criador: compartilhar amor, amá-lo livremente. E, exatamente aí, nessa "descida" para a dimensão densa da matéria é que começam todos os nossos problemas.
Sem liberdade como poderíamos amar a Deus livremente?
Assim sendo, neste processo de experimentação do mundo material, onde a liberdade é o ingrediente fundamental desta experiencia, foi necessário que recebessemos corpos especiais para que pudéssemos experimentar os planos de criação. Então recebemos um corpo causal, outro astral, outro etérico e finalmente um físico.
A alma não poderia simplesmente encarnar. Ela é oriunda do oceano de bem aventurança divino, do útero da mãe divina e a matéria não tem como dar sustentação energética para a alma. Isso é impossível. Portanto recebemos corpos (sutis e densos) para que pudéssemos ir encarnando até chegarmos ao plano da matéria.
Estes corpos constituem os veículos materiais que precisamos vestir para podermos experienciar as dimensões densas. Eles constituem uma ferramenta que usamos para essa finalidade e que é um conjunto de sentimentos, pensamentos (inteligencia) e sensações (percepções), e que nós chamamos de EGO humano. Sem o EGO não seria possível experimentarmos a nossa humanidade. E é exatamente aí que TODOS os nossos sofrimentos e desafios se iniciam.
O EGO deveria ser o subgerente desse nosso processo de encarnação. Uma ferramenta à serviço da Alma. Mas, como ele é relativamente inteligente, e tem mente ( finita ), percebendo a sua "autonomia", porque tinha liberdade (restrita, é verdade, mas tinha), autonomia de escolher entre ser um subgerente ou o diretor (função para a qual ele não foi designado) da nossa existência, em um determinado momento da criação ( a história de Lúcifer) ele emborca o sistema e assume a liderança da nossa vida. Ele podia fazer isso e esse é o jogo divino de esconde-esconde onde Deus nos busca e nos nos escondemos, onde Deus se esconde e nós o buscamos.
O nosso EGO liderou a nossa existência desde que nos estabelecemos neste planeta, submetendo-nos à sua tirania da inquietude, da dispersão, da exaltação dos sentidos, em busca da saciedade. É claro que esse processo é diametralmente oposto à nossa missão mais profunda. O amor que o EGO busca, é o amor próprio, e sua prioridade é a sobrevivência. A nossa Alma quer uma conexão profunda, anímica. Mas como conseguir uma conexão profunda se o nosso EGO nos leva constantemente para o mundo da inquietude e da dispersão? Como poder colaborar com o plano divino, que é o compartilhamento de amor verdadeiro, expandido, se nosso EGO sempre nos conduz para o amor próprio, restrito, a luxúria, a vaidade e os jogos de poder?
Aí está o grande desafio da nossa existência: fazermos a redenção do nosso EGO, como Jesus e outros iniciados fizeram. Colocar o nosso EGO em seu devido lugar, como uma ferramenta poderosa para experimentarmos a existência na dualidade.
O EGO é um péssimo senhor, mas é um ótimo servidor. Difícil é domesticá-lo. Todo o nosso sofrimento vem deste erro de perspectiva, onde enxergamos o mundo pelo prisma da sobrevivência e não pelo da Alma (que é perfeita, iluminada e não tem necessidades). Os nossos desafios são na verdade uma forma de proteção divina que as hierarquias superiores, em seu infinito amor, nos proporcionam. Se pudéssemos levar os nossos desejos às ultimas consequências. ou seja à infinita busca de prazer infinito, certamente nos perderíamos nesse caminho de satisfação incansável e eterna dos sentidos. Por isso vem as hierarquias e nos "impõe" os limites desta saciedade, entendem? É um ato de amor porque estes mentores espirituais sabem exatamente que nós precisamos ir atrás da nossa conexão divina e com aquela ação tirânica do nosso EGO NUNCA conseguiríamos encontrar a paz, o equilíbrio, a alegria da bem-aventurança e nos perderíamos neste mar de desejos insatisfeitos. Por isso vem as doenças, as dificuldades, as divergências, as provações, todo nosso sofrimento e desafios mil. São atos de amor e proteção. Quanto mais você exorbita da liberdade, mais ela será restringida e limitada.
A Astrodinâmica e o estudo individual de um mapa proporcionam exatamente esta reflexão e fazem a pessoa entender o seu momento e como que ela pode se ajudar na redenção do seu EGO rumo à consciência cósmica.
A nossa Alma só aspira por uma coisa: Voltar para casa.
Namastê

PENSAMENTO DE HOJE



“É necessário compreender o que é 

o Amor.
 
A Beleza existe somente onde há Amor.
 
E a Beleza, o Amor, é Compaixão. 

E essa Beleza, esse Amor, essa Verdade, 

são a mais alta forma de inteligência.”

krishnamurti

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