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domingo, 8 de abril de 2018

"O PERDÃO. QUANDO VOCÊ NÃO PERDOA O PRISIONEIRO É VOCÊ."


A vida é uma passagem tão efêmera e muitos de nós nos apegamos a pensamentos mesquinhos, mágoas e ressentimentos quando na verdade somos todos culpados.
Nada acontece por acaso. Quando reencarnamos nessa terra de expiações, chegamos com a missão muitas vezes do resgate de dividas com muitos que fazem parte do nosso círculo de afinidades. Essa dívida vem como um resgate e podem ser na mesma família como no círculo de amizades e trabalho. Nenhuma pessoa entra em nossa vida por acaso. Temos com elas a oportunidade de crescimento individual e coletivo.
Existe uma história sobre Chico Xavier que conta a passagem do seu sobrinho por essa terra. Nela a cunhada de Chico teve um filho deformado que tinha dificuldades múltiplas e não conseguia deglutir o alimento então Chico fazia bolos de alimento e colocava em sua garganta para ajudá-lo a engolir. Com o tempo ele desenvolveu um sentimento de amor pelo sobrinho como de um pai e pedia a Deus para que a criança não partisse.
Emanuel o orientou que isso só aconteceria quando os pulmões crescessem, pois não encontrariam espaço e qualquer gripe o levaria. Próximo de completar doze anos a criança teve uma gripe que se agravou.
Próximo do seu desenlace a criança voltou a enxergar e Chico pode ver em seus olhos toda a gratidão pelo amor recebido. Ela não disse uma palavra, mas seus olhos disseram tudo. Emanuel esclareceu que depois de 150 anos esse irmão se voltou novamente para a Luz.
Quanto amor e oportunidade de resgate para ambos. Quantos ensinamentos podemos tirar dessa história. No entanto nem tudo é falta e resgate. Allan Kardec diz no Evangelho Segundo o Espiritismo que “Não podemos crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso.
Assim, a expiação serve de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. (...) sem dúvida, o sofrimento que não provoca queixumes pode ser uma expiação; mas, é indício de que foi
buscada voluntariamente, antes que imposta, e constitui prova de forte resolução, o que é sinal de progresso”.
Para que o culpado sinta a necessidade do ressarcimento ele precisa sentir a necessidade de quitação da dívida adquirida. O mal praticado precisa ser ressarcido não como punição, mas como resgate, como aprendizado, correção para a evolução espiritual.
Mesmo com o perdão do ofendido, o indivíduo que incorreu no erro necessitara com o tempo da reparação do erro para evoluir com tranquilidade e sentir paz.
Então, o sofrimento não é um castigo, mas faz parte da lei de Ação e Reação. O livre arbítrio nos possibilita a escolha, a semeadura e, portanto, escolhemos também a colheita.
No entanto não devemos aceitar a dor com passividade e sim com resignação que é algo totalmente diferente. Para muitos espíritas a dor não é fonte de salvação como muitos equivocadamente acreditam, mas sim a “pedagogia divina” que vem nos ensinar a reconhecer e entender a sua ação como benefício à evolução espiritual. Assim, se estamos unidos a alguém pelos laços do matrimonio ou familiares e não temos uma convivência pacifica, o ato de separar-se ou afastar-se dessas pessoas não resolverá o problema. Se a vida nos uniu nessa existência devemos procurar entender quais os resgates mesmo que apenas um dos lados entenda e perdoe já estará contribuindo para a evolução espiritual e assim reparando as arestas da falta.
Isso não impede que se a relação familiar for insustentável assim como a vida conjugal por conta de fatores como a violência o afastamento da convivência se faz necessária para evitar a
aquisição de novas dívidas.
“Quantas vezes perdoarei ao meu irmão? Perdoá-lo-eis, não sete, mas setenta vezes sete. Eis um desses ensinos de Jesus que devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao vosso
coração. Comparei essas palavras misericordiosas com a oração tão simples, tão resumida, e ao mesmo tempo tão grande nas suas aspirações, que Jesus ensinou a seus discípulos, e encontrareis sempre o mesmo pensamento. Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro: Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, tantas vezes quantas elas vos for feita; ensinaras a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que nos torna invulneráveis às agressões, aos maus tratos e as injúrias, serás doce e humilde de coração, não medindo jamais a mansuetude; e farás, enfim, para os outros, o que desejas que o Pai celeste faça por ti. Não tem Ele de te perdoar sempre, e acaso conta o número de vezes que o seu perdão vem apagar as tuas faltas?”.
Não é fácil, sabemos e quem disse que seria? No entanto, devemos nos por a prova dos ensinamentos de Cristo na busca incessante de evolução moral. Nós somos devedores tanto quanto nosso próximo e cada um só pode oferecer aquilo que tem. Não julgue o comportamento e as atitudes do seu irmão sem antes colocar-se no lugar dele. O caminho e os sapatos do seu irmão podem ser insustentáveis para você.
Quando sentir-se perder a cabeça e sentir que irá falar algo que possa machucar a si e a outrem, silencia. O silêncio nos auxilia na organização de nossos pensamentos bem como nos
proporciona um momento de conexão com o astral. Mas vigiai seu silêncio procurando sintonia com os bons espíritos através da oração e dos bons pensamentos. Aprendi a muito tempo atrás assistindo a um vídeo do Luiz Gasparetto a brigar comigo mesma quando começar com pensamentos destrutivos, de medo, de angustia e ansiedade. Como ele diz, “brigue consigo mesma, grite se o lugar permitir, chame a sua atenção.”. Parece loucura, mas funciona horrores. Nos colocar no lugar de vítimas constantemente dificulta o entendimento e o respeito ao outro e suas escolhas.
Nós somos responsáveis inclusive sobre as expectativas que colocamos nos outros, pois a frustração advém dessa mania que temos de esperar demais dos outros. Como já disse, as pessoas só podem dar aquilo que tem. Costumamos com nossa percepção da realidade achar que as pessoas nos devem algo ou a falsa impressão que poderemos salvar os outros, corrigir os outros, muitas vezes nos colocando na posição de mártires. Tudo isso é ilusão. Cada um tem a sua parcela de culpa e primeiramente devemos nos perdoar e aprender a perdoar o outro.
Podemos ter um relacionamento difícil com os pais, com uma madrasta ou padrasto, mas a vida pode se encarregar de nos oferecer situações para que esse perdão aconteça mais cedo ou mais tarde e ele pode vir pela dor ou pelo amor. Aproveite as oportunidades que a vida lhe oferece. Perdoar não é fácil, pois está muito ligado ao nosso sentimento de orgulho, porém é uma lição que depois de aprendida liberta.
E a cima de tudo, agradeça. O ato de agradecer a vida, a oportunidade, ao amanhecer e entardecer, a um sorriso espontâneo, é libertador e nos coloca em uma sintonia vibracional que nos faz bem fisicamente. Estudos afirmam que nosso corpo não consegue sentir gratidão e sofrimento ao mesmo tempo.
Então, apesar de tudo, agradeça. Essa lição simples te levará a conseguir as mais difíceis.
Siga em paz.
Que sejamos luz.
Que o Senhor Jesus esteja conosco.
A felicidade é o caminho e caminhando estou.


Juliana Procópio Christe- Fonte: Letra Espírita

Bibliografia:
Chico, de Francisco, de Adelino da Silveira
O livro dos espíritos questão 1000
O Evangelho Segundo o Espiritismo

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